Para assinalar o Dia da Consciencialização do Stress (7 Novembro)

A atividade profissional e a realização são muito valorizadas socialmente. Permitem não só a subsistência económica, como são, cada vez mais, uma parte importante da nossa identidade e aceitação, integração e valorização da mesma.

AOrganização Mundial de Saúde chama a atenção para o facto de o stress laboral representar uma epidemia em escala mundial, apontando para a relevância da compreensão dos fatores que contribuem para a adaptação das pessoas aos diferentes contextos de trabalho e para a identificação dos que podem suscitar reações de stress. A análise inicial que efetuamos de uma situação, quando confrontados com uma potencial fonte de stress, depende se lhe atribuimos um significado gerador de sentimentos de ameaça ou desafio. A avaliação da capacidade que nos reconhecemos para lidar com a situação, na qual analisamos os nossos recursos de coping (confronto) para gerir as imposições que esta nos coloca, depende de nos sentirmos capazes de lidar com as exigências da nossa atividade profissional e da nossa perceção de controlo.
Os principais fatores de stress e exaustão emocional estão associados à qualidade das relações profissionais (pares, chefias e clientes), ao tratamento recebido pela empresa, às condições de trabalho, às exigências e pressões, à ausência de oportunidade de progressão na carreira e à remuneração ser sentida como justa.

Lidar com o stress
Os profissionais que percebem o seu trabalho como mais ameaçador, pouco valorizado
e pouco desafiante, e que têm um menor sentimento de controlo sentem maiores níveis de stress laboral, burnout e sintomatologia mais intensa. Aprender a lidar com o stress e com a ansiedade aumenta
a capacidade de foco, resiliência e inteligência emocional. Não podemos mudar as situações, mas podemos mudar a perceção que temos delas e, consequentemente, a forma como as sentimos e pensamos.

1. Reconhecer sinais de stress no trabalho
Os sinais de stress no trabalho podem passar por um sentimento de opressão, perda de confiança, irritação e isolamento, assim como uma diminuição da produtividade
e eficácia. Para além de interferir na satisfação e desempenho no trabalho, o stress pode ser responsável pelo desenvolvimento de doenças físicas e emocionais.

2. Redução do stress
Prestar atenção às necessidades físicas
e emocionais, e cuidar de si, o que pode requerer uma mudança de estilo de vida:
• Exercício — Opte por uma atividade, de pelo menos 30 minutos diários, que aumente a frequência cardíaca.
• Coma refeições pequenas com mais frequência. Beba álcool com moderação e evite a nicotina. O álcool reduz a ansiedade no momento, mas aumenta a ansiedade após o seu efeito e acentua o humor depressivo. A nicotina é um estimulante poderoso que provoca níveis mais elevados de ansiedade.
• Durma. A diminuição das horas de sono aumenta os níveis de stress.
Por outro lado, priorize e organize:
• Crie uma agenda equilibrada na qual aponta os compromissos.
• Não se comprometa em fazer mais do que pode e faça uma gestão de tempo que contemple o tempo real e não apenas
o esperado em cada tarefa.
• Defina a importância das suas tarefas
e respetiva urgência.
• Faça pausas regulares nas quais possa meditar e caminhar um pouco nem que seja 3 a 5 minutos. Esses momentos de relaxamento aumentam a produtividade e o foco, e diminuem o cansaço e o stress ao final do dia.
• Peça ajuda quando necessário e delegue tarefas.

3. Melhore a inteligência emocional
Desenvolva estas 4 áreas:
• Autoconsciência
– Autoconsciência e auto-avaliação emocional: reconheça as emoções e os seus efeitos; entenda a ligação entre o que sente e o que pensa; reconheça como as emoções afetam as suas ações.
– Autoconfiança: consciência do que se
é capaz; assumir desafios; ser assertivo; sentir e revelar segurança.
• Autogestão
– Autocontrolo: reconheça e faça a gestão das emoções, lide com elas e desenvolva a capacidade de confortar-se, controlar a frustração, a ansiedade, a tristeza
e a irritabilidade.
• Compreensão das relações
– Empatia: interprete e compreenda os pensamentos e sentimentos do outro; sinta compaixão, simpatia e preocupação, e saiba expressá-lo.
• Gestão das relações
– Comunique com eficácia: saiba motivar, inspirar, argumentar e gerir conflitos.

4. Controle pensamentos e comportamentos
• Resista ao perfecionismo: defina objetivos realistas e aceite que fazer o melhor que pode é suficiente.
• Melhore comportamentos: chegue a horas, seja organizado, não procrastine.
• Mude os pensamentos: evite pensamentos dicotómicos, raciocínios emocionais, catastrofizações, sobregeneralizações
e a personalização.
• Não tente controlar tudo. Treine a sua capacidade de adaptação.