Manter o equilíbrio emocional, a paz interior e a confiança em contexto de confusão ou caos é uma manifestação de sabedoria que só os Mestres conseguem revelar… reconheça em si mesmo o potencial latente e aprenda como se tornar mestre de si próprio…

 

Porque devemos despertar o nosso ‘mestre’ interior? Para que – haja o que houver e por mais conturbadas que sejam as circunstâncias – possamos manter quer o controlo (sem qualquer esforço) das nossas emoções, quer a sabedoria para orientar as escolhas e o rumo das nossas vidas, quer ainda a capacidade de ir em frente, de forma amorosa e compassiva, quando tudo à nossa volta parece ruir…

 

Controlar as emoções

Manter o controlo das emoções sem esforço nas diversas situações significa compreender a verdadeira expressão significativa dessas situações (o que é que elas de facto representam; porque se manifestam daquela forma na minha vida; que significado lhes estou a atribuir) e, caso alguma emoção perturbadora mesmo nestas circunstâncias possa emergir, tomar imediata consciência disso. A observação consciente é, por si só, suficiente para a sua erradicação: a emoção emerge e, em contexto de atenção plena, esfuma-se… Não há a artificialidade do controlo que o torna mais pernicioso do que útil, pois tudo o que reprimimos se reforça e regressa para nós.

 

Onde se adquirem estes atributos?

No interior de cada um de nós há um Mestre aguardando ser reconhecido, despertado e desenvolvido. Não fomos educados desta forma mas, pelo contrário, a considerar que o poder e os atributos divinos são exteriores a nós – o que não deixa de estar certo, mas essa é, como hoje sabemos, apenas uma parte da verdade, pois em potencial o que está fora está inevitavelmente também dentro, tal como ‘o que está em cima, está potencialmente em baixo’. Esta consciência expressa quer os ensinamentos ocultistas de vários Mestres espirituais (como Jesus), Filósofos (como Heráclito), ou o conhecimento veiculado pelo novo paradigma científico na área quântica (como Einstein).

Não há aquisição possível dos atributos que conduzem à paz interior e à sabedoria, mas antes a (re) construção do ser que expressa estas qualidades-mestre. O conceito de ‘construção’ pode inicialmente assustar-nos ou hostilizar-nos pois ele pressupõe trabalho (ou melhor dizendo, investimento) e este exige disciplina e paciência. Mas, uma vez que não há resultados concretos sem perseverança, devemos descartar tentar conquistar resultados rápidos obtidos de forma simples; hoje reconhecemos os efeitos nefastos de uma cultura de fast-something…

Torne-se benevolente e cause a mudança

Os 5 passos básicos para desenvolver a consciência, despertar o ‘mestre’ interior, preservar o equilíbrio, tornar-se benevolente e causar a mudança:

  1. Crie diariamente um espaço sagrado onde se senta e, após dedicar mesmo que apenas uns minutos à meditação, invoque as 3 qualidades puras e perfeitas do Plano Superior (divino) que mais precisa para realizar de forma magistral o seu dia: (i) a Vontade e o Poder; (ii) a Sabedoria; (iii) o Amor Maior. Tome consciência da sua importância para transformar ou manifestar as suas actuais condições de vida; elas devem coexistir de forma totalmente equilibrada; sintonize-se com elas reconhecendo que elas existem em si como plenipotenciárias.

 

  1. Quando se levantar, transporte consigo a consciência destas qualidades em si, para onde quer que vá ao longo desse dia.

 

  1. Veja essas mesmas qualidades em cada ser que se aproxime ou interaja consigo, mesmo que a forma como ele se expressa pareça contrariar essa possibilidade; lembre-se que todos carregamos um ‘lado oculto’ que se expressa de forma oposta ao que manifestamos; assim, facilmente verá o medo por detrás da agressividade, a insegurança por detrás da arrogância, e por aí afora…

 

  1. Questione-se sobre qual a mensagem que cada ser humano que vem até si lhe traz e reconheça nessa mensagem uma parte da sua própria história; com o tempo verá que é mesmo assim, pois todos estamos de facto ligados em rede e atraímo-nos mutuamente, mesmo que de forma inconsciente ou aparentemente involuntária; com o tempo, tenderá a agradecer espontaneamente cada experiência que vive, independentemente da forma como esta se manifesta… então, o sorriso, a confiança, a alegria e a compaixão emergem com naturalidade em si…

 

  1. À medida que pratica diariamente – em estado de atenção plena e de forma empenhada – tudo se simplifica e o que antes exigia algum esforço, torna-se um prazer e uma nova forma de ser/estar pela mudança de consciência e de atuação. À medida que se vai transformando, atrai consequentemente uma nova realidade à sua vida, o que lhe confere estímulo para prosseguir. Atingiu equilíbrio e o seu mestre interno fortalecer-se-á a cada dia.

Artigo publicado na Zen Energy Nº79 (edição de Agosto de 2015)