Caro Leitor,

Chegou a hora de fazermos um balanço da nossa caminhada que iniciou há 4 anos e meio. Sei que posso falar consigo de uma maneira aberta, pois conhecemo-nos muito bem. Somos amigos chegados e contamos um com o outro, passámos por muito nestes quase 5 anos e cada um de vós sabe bem do que estou a falar. Somos a grande família Zen Energy que se empenha todos os meses com o coração a criar esta revista fantástica para que possa desfrutar de cada ideia, página, frase, palavra com o objectivo de fazer a diferença na sua vida. Temos uma equipa maravilhosa, pessoas apaixonadas pelo que fazem, talentosas, capazes de se dedicarem de corpo e alma para criarem uma revista que muda mentalidades e desperta consciências. É a nossa maneira de contribuir na evolução da sociedade. Assim como muitos leitores já o afirmaram em cartas que nos enviaram, cada edição da Zen Energy faz-nos crescer um pouquinho mais, faz-nos sentir melhores pessoas, mais despertas, mais conscientes, pois alarga os nossos horizontes e indica-nos o caminho para a mudança e o crescimento interior.

«Uma leitura que nos enche de luz e conforto com directrizes que nos ensinam a viajar ao nosso verdadeiro Eu e nos impulsiona a evolução», diz a nossa leitora Margarida Luísa Oliveira Monteiro Carvalho numa carta comovente, continuando: «A Zen Enegy não é uma revista de cariz oculto ou místico, é de convite à introspecção, a sermos mais reflexivos e atentos no quotidiano, a conquistar o potencial que temos, a compreender o nosso propósito maior, a saber utilizar a ferramenta da responsabilidade que o Universo nos deu: o livre arbítrio que nos permite progredir do átomo ao arcanjo». Tão bonitas essas palavras que nos enchem de satisfação e que descrevem perfeitamente a nossa missão, nem eu podia ter dito melhor, obrigada querida Margarida e obrigada a todos os que nos acompanham com tanta fidelidade e confiança desde o início da nossa caminhada e a todos os que descobrem a revista todos os meses e que se juntam continuadamente à grande família Zen Energy numa aventura espiritual de auto-descoberta.

Temos construído uma cumplicidade única que se revela no amor com a qual partilho consigo as minhas emoções, assim como as minhas vivências passadas e presentes, os meus pensamentos e sentimentos, as minhas alegrias, mas também desilusões e tristezas. Reconhecer e identificar todos os sentimentos e emoções em várias alturas da minha vida faz parte integrante do meu processo de autoconhecimento e poder partilhar isso consigo é um alívio, uma alegria, uma bênção. Saber valorizar o que recebi de bom e partilhar consigo a dor e a felicidade que podia ter ressentido em situações diferentes, deu-me a oportunidade de exprimir com tranquilidade, convicção e ousadia, o meu Eu ao mundo, criando laços. Construímos uma sólida amizade, conseguindo cativar-nos mutuamente, fazendo caminho, numa forte interligação de mente, alma e espírito. Escrevendo isso, lembro-me duma passagem do meu livro preferido: O Principezinho, de A. De Saint-Exupéry, que é muito revelador daquilo que quero expressar:

 

«-Só se conhecem as coisas que se cativam… disse a raposa.

-Os homens, já não têm tempo para conhecer o que quer que seja… Se queres ter um amigo, cativa-me!

-Ando à procura de amigos. Cativar quer dizer o quê?

-É uma coisa do que toda a gente se esqueceu – disse a raposa.

-Quer dizer criar laços.

-Criar laços?

– Sim, laços – disse a raposa. – Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um de outro. Passas a ser o único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti.»

Alguém dizia que sempre que encontramos um amigo, encontramos um pouco de nós mesmos. A amizade é um valor que nos enriquece e nos promove. Sou uma felizarda, pois tenho milhares de amigos com os quais tenho uma relação muito próxima, uma relação que transcende os pensamentos e a mediocridade e que dá lugar à grandeza e sentido à minha vida e, espero eu, à sua vida também, caro leitor.

Ultimamente apareceram no mercado várias revistas online e até impressas, inspiradas pela nossa revista, o que nos deixa bastante orgulhosas, pois inspirar-se é aproveitar obras de sucesso de outros para ter ideias e traçar o rumo a seguir. No entanto, num ambiente onde sabemos que é cada dia mais difícil criar coisas novas, interessantes, criativas, inovadoras e autênticas surgiram estas revistas que não se limitaram a serem inspiradas pela nossa. Querem imitar-nos, convidando os mesmos colaboradores que são bem conhecidos e reconhecidos no mercado, abordando os mesmos temas, utilizando as mesmas estratégias editoriais e gráficas, enfim, aproveitando-se de um caminho já traçado com muito trabalho, esforço e suor. Nesta caminhada de 4 anos e meio temos tido a oportunidade de debater assuntos ligados à auto-estima, sexo, amor, família, relacionamentos, felicidade, tristeza, depressão, terapias, emoções e sentimentos, medos e fobias, etc., que será muito difícil qualquer outra revista não repetir o que já foi dito, analisado, explicado, implementado, ensinado e partilhado com tanto profissionalismo, amor e devoção. Contudo, com alguma criatividade, nada é impossível. Infelizmente, tal não é o caso das revistas que apareceram recentemente no mercado.

Fazer o que todo o mundo faz e imitar o que já está feito, é fácil, mais difícil é investir a sua alma num projecto sério, inovador, que traz mais-valias, é pensar, criar e construir algo de raiz, diferente, exclusivo, que pudesse encantar, ensinar, divertir, inspirar.

Acho que há uma grande falta de criatividade no mundo em que vivemos e, para mim, a criatividade tem que trazer à existência o que não existe. Mas, as empresas em geral têm poucas ideias originais e estão num ambiente de forte disputa do mercado, sobretudo neste período de crise e as editoras e os media, em geral, não escapam a esse processo que até pode tornar-se benéfico, se houver respeito pelos valores, o que raramente há.

Consigo, ao nosso lado, caro leitor, vamos continuar o nosso caminho a fazer cada vez melhor, a inspirar os outros, a fazer a diferença. Contamos sempre com o seu apoio para o sucesso desta revista e sei que vai mover montanhas para poder continuar a desfrutar de tudo o que ela proporciona e representa para a sua vida. Vou deixar uma dica importante a todos os que querem entrar no mundo zen: Faça diferente, pense diferente, aja diferentemente. Reinvente-se.