Sente-se bem? Como é bom sentirmo-nos bem, de peito expandido pela vida serena, pelo sorriso presente nos lábios, pelos afetos, pelas partilhas, pela vida.

Bem-estar é um dever de todos nós – porque escolher
o mal-estar? -, sim escolher, pois tudo são escolhas.
É inevitável nem sempre estarmos no nosso melhor, mas a escolha diária deve ser intencionar sentirmo-nos bem,
ter um bom dia!

uitas vezes somos os únicos responsáveis pelo desequilíbrio a que levamos a nossa vida, pela perda da nossa paz, do nosso sorriso, pelo marasmo a que nos deixamos levar.

É muito fácil chegar lá e deixar estar, o desrespeito pelos nossos valores aparece em qualquer situação, e se não estivermos atentos vamos, a pouco e pouco, a cada ato ou inércia, deixando desvanecer o brilho no olhar, a curva do sorriso, a pele saudável e adoecemos… primeiro exteriormente, ainda que o disfarcemos numa mera tentativa de despiste – e não é que ao princípio até conseguimos enganar e enganarmo-nos!

Culpamos o cansaço, o stress, a falta de sorte: «Só a mim não me sai o Euromilhões! Ai, o que eu era feliz se saísse!».

Qual quê? Dinheiro nenhum traz felicidade nem bem-estar pleno, desengane-se quem assim o pensar. Pode ser o maior bilionário à face da Terra, rodeado de bens, de pessoas que surgiram do nada -nunca teve tantos ‘amigos’!- e, ainda assim sentir-se miserável, ainda assim, sentir que lhe falta algo fundamental: o bem-estar.

O que é, para si, o bem-estar?

Por que é tão fácil de se perder, por que o deixamos para segundo plano?

Seremos felizes, sempre e quando sentirmos a plenitude de estar bem, o bem-estar é fundamental ao equilíbrio, sem ele nunca estaremos completos, nunca estaremos em harmonia, em paz.

Deixar que o mal-estar vire rotina, é fácil, o mal-estar é um círculo vicioso e um caminho perigoso do qual, quanto mais avançamos, mais desafiante se tornará sair.

A escolha é de cada um de nós, há que lutar, fazer frente a tudo o que nos leva a esse estado, sensabor, inóspito, árido de emoções, que nos rouba o sorriso, a energia.

Assim como perdemos a inocência com o crescimento, com ela tantas emoções e vivências ficam também para trás, desaprendemos a manter o sorriso no rosto e substituímo-lo por caras fechadas, olhos franzidos, ganhamos rugas de expressão precoces por inércia dos movimentos que nos levam ao sorriso.

Sorria!

Ainda se lembra da última vez que deu uma boa gargalhada, daquelas que nos deixam com dores de barriga e maxilares dormentes? Foi há quanto tempo?

O sorriso são três terços do caminho andado para nos sentirmos bem, isso não quer dizer que tenhamos uma vida sem (pre)ocupações, que vivamos num mundo aparte onde não existem problemas, mas convenhamos que enfrentar o dia com um belo sorriso só nos fará ganhar.

Faça a experiência e sinta como tudo corre melhor, livrarmo-nos do azedume de quem aprecia o lado cinzento da vida, que nos vão julgar, que nos vão tentar levar ao mesmo local onde estão, no instante em que dizemos: «Bom dia!» a alguém, assim de imediato levamos de rompante: «Bom dia!?! Só se for para si!» – e atrás dessas palavras virá uma chuva de queixumes
e lamentações…

Aqui temos duas opções, ou nos deixamos levar por essa emoção, por essa energia e afundamo-nos juntamente no cinzentismo predileto das vítimas do Ego, dos medos e bloqueios, ou fazemos o inesperado, daremos a outra face, ou melhor, um outro sorriso ainda mais rasgado ou até, quem sabe, um abraço e sussurramos: «Acorde para a vida e sorria, vai ver que o arco-íris lhe aparecerá!».

«É muito bonito, falar é fácil, mas queria vê-la com um sorriso nos lábios se estivesse sem emprego, se estivesse sem dinheiro, quiçá, sem família, sem amigos… à mercê de um mísero subsídio ou até já sem ele para sobreviver… o que faria se estivesse assim?» – poderá estar a pensar…

Acredito que tudo na vida é uma aprendizagem, e tudo o que nos aparece na vida é mérito, mesmo que às vezes – sendo que em alguns casos muitas vezes -, não o possamos ou queiramos compreender.

Paremos para pensar o que nos levou a essa situação e aprendamos a dar a volta, a buscar alternativas, para que o mesmo não volte a acontecer.

Quantas vezes damos por nós numa relação que já deu o que tinha a dar e continuamos, num emprego que já deu o que tinha a dar e nada fazemos, numa família que nos castra e deixamos andar. A vida, com toda a certeza vai nos dando pistas e sinais que temos de fazer algo para mudar, que temos de nos respeitar… não o fazemos… a vida tratará de nos obrigar a fazê-lo.