Uma alimentação correta é o primeiro factor para uma boa saúde.  E sobre isto estamos de acordo. Mas, para recuperar a forma, comer bem não é suficiente. Para obter o máximo de uma dieta saudável, além de comer bem, é preciso sentir-se bem quando come.

Já ouviu falar no Método Adamski?

O princípio basilar do Método Adamski consiste na velocidade de queda dos alimentos ingeridos: aprender a delinear a alimentação com base na divisão racional entre os alimentos de queda rápida (isto é, alimentos “ácidos”)
e os alimentos de queda lenta (os chamados “alimentos não ácidos”), e assim nutrir-se da forma mais adequada para não sobrecarregar e obstruir o intestino. Antes de mim, ninguém aprofundara este aspecto da digestão. Apenas podia contar com as provas estabelecidas pelas radiografias de Bernard Jensen, um dos maiores especialistas mundiais no sector da gastroenterologia e incansável defensor da hidroterapia do cólon. Assim, tomando como base aqueles poucos dados e as minhas deduções, consegui atribuir uma velocidade de “queda” de quatro ou cinco horas a determinados alimentos (que defini como “alimentos lentos”) e de trinta minutos a outros alimentos (que defini como “alimentos rápidos”, e avaliar os efeitos das associações entre os alimentos pertencentes às duas categorias.

Assim…

O Método Adamski é um conceito global de saúde centrado precisamente no tubo digestivo. Segui-lo significa garantir
a absorção máxima de todos
os princípios nutritivos benéficos facultados pelos alimentos e, igualmente importante, reduzir para zero o depósito de toxinas e escórias produzidas por um intestino “desgastado” por maus hábitos alimentares.

Adeus fermentação

O objetivo de combinar de forma correta os alimentos numa refeição é simplesmente evitar todas as associações responsáveis pela fermentação. De facto, a fermentação e a putrescência dos alimentos no tubo digestivo abrandam o trânsito intestinal.

Os anos que dediquei a estudar a velocidade de queda dos alimentos ao longo do tubo digestivo ajudaram-me a identificar duas categorias principais de alimentos, que não devem ser associados na mesma refeição: os alimentos lentos, que demoram entre quatro a cinco horas
a percorrer todo o trajeto desde a boca até à válvula ileocecal, que é o início do intestino grosso;
e os alimentos rápidos, que “correm” pelo tubo digestivo em trinta minutos. Existe uma terceira categoria mais pequena, a dos alimentos “neutros”, que se combinam indiferentemente com os alimentos lentos e com os alimentos rápidos, porque funcionam como aceleradores do trânsito intestinal.