A iridologia é a ciência que estuda a relação das diferentes marcas presentes na íris com as fragilidades e transtornos do organismo. Sejam de nível biológico, metabólico e/ou psicoemocional. O exame iridológico alerta para eventuais processos inflamatórios, tumorais ou digestivos em determinados órgãos e/ou sistemas, criando a necessidade de um aprofundamento na sua investigação, fazendo um exame anatomopatológico.

 

Através da irisdiagnose pode-se perceber a herança genética, a toxicidade e debilidade dos sistemas digestivo e urinário, bem como, as condições dos outros sistemas e ainda a psique do indivíduo. No entanto, não é possível detetar doenças específicas em estado agudo, crónico ou degenerativo, nem cirurgias ou adivinhar o futuro, mas sim, ter um diagnóstico de desequilíbrios de órgãos e/ou sistemas, que podem desencadear um conjunto de doenças.

 

Diagnóstico

A iridologia não atua como método de tratamento, mas sim como um diagnóstico preciso que permite ao terapeuta realizar tratamento holístico e preventivo, de modo a que as fragilidades detetadas na íris possam ser tratadas sem chegar a fases crónicas/degenerativas.

O estudo iridológico proporciona conhecer não somente a constituição física mas, também, os aspetos psíquicos da pessoa.

 

Mapas iridológicos

O conhecimento que a íris nos proporciona está relacionado com sua leitura. Isto é feito através da verificação de sinais na sua superfície que estão relacionados com os diversos órgãos do corpo, utilizando-se mapas iridológicos onde constam a localização desses mesmos órgãos.

Assim, um determinado sinal como uma mancha psórica ou uma lacuna (ou pétala) num ponto da íris que corresponda a determinado órgão pode significar uma fragilidade. Com isso, dizemos que aquele órgão é um órgão de choque que apresenta uma fragilidade inerente. Qualquer ação física ou situação/acontecimento psíquico podem desencadear doenças ou comportamentos que venham a prejudicar a homeostase, aquele estado de equilíbrio funcional quase perfeito que mantém a vida da pessoa dentro de padrões aceitáveis como normais.

 

A correlação da íris com o cérebro e outros órgãos

A relação do olho com o cérebro vem desde a fecundação. O olho forma-se à 4ª semana de vida do embrião a partir da ectoderma e da mesoderma:

  • Da ectoderma recebe a base da vesícula ótica e o lens placóide do cristalino.
  • Da mesoderma recebe a base de mesênquima ocular.

Surge, assim, o sulco ótico que vai formar as vesículas óticas. Com o desenvolvimento destas e a relação com o cérebro – diencéfalo, dá origem aos 2 pedículos laterais para se formarem os dois olhos.

É da vesícula ótica que surge o cristalino, a qual teve origem na ectoderma superficial.

O rebordo do cálice ótico é projetado na frente do cristalino e tem o nome de íris.

É composta por uma camada pigmentar, camada neural, corpo ciliar e retina.

É a medula espinal que conduz os impulsos nervosos de todo o corpo ao cérebro. Como o olho e a íris são tecidos cerebrais, sendo uma extensão do cérebro, é natural que o estado físico e psíquico do indivíduo se reflita na íris.

 

A íris é composta por 4 camadas principais, sendo a sua ordem a seguinte:

  1. Epitélio anterior – membrana branca, transparente e gelatinosa, é a camada mais superficial.
  2. Estroma – de cor cinza pálido com presença de pigmentos, é esta camada que dá cor à íris. As íris azuis possuem baixa concentração de pigmentos, melanina, sendo que as íris castanhas possuem alta concentração de pigmentos e grande quantidade de vasos sanguíneos e nervos. Divide-se em 3 camadas, a anterior, média ou fissura de Fuchs e camada posterior.
  3. Camada limitante muscular – é uma capa limitante constituída basicamente pelo músculo dilatador da pupila, situado na parte mais interna da pupila, próximo à esclerótica, e responde à estimulação do SN simpático; e pelo músculo esfíncter da pupila, situado mais externamente, próximo à pupila que responde ao estímulo do SN parassimpático. É de cor cinza escuro com grande quantidade de pigmentos.
  4. Epitélio posterior – de cor negra, constitui a base da íris.

Quando vista de frente, a Íris é dividida em zona pupilar e zona ciliar. Esta separação é feita pela camada mais fina da íris chamada colarete e é identificada pela região que o músculo esfíncter e o músculo dilatador se sobrepõem.

Ao analisar uma imagem de íris, podemos identificar, além do colarete, outros 3 efeitos visuais, as criptas, o grupo de pigmentos e a beira de pigmentos.

 

Artigo publicado na Zen Energy Nº80 (edição de Setembro de 2015)