“Numa relação amorosa não pode faltar amor, respeito, admiração e companheirismo.”

Conheceram-se no pequeno ecrã com milhões de telespectadores a testemunharem o início da cumplicidade e da paixão que os unia.
Se alguns não acreditavam na continuidade da relação, outros torciam para que a distância entre terras de Vera Cruz e Portugal se tornasse insignificante, para que este amor crescesse e se tornasse inabalável. Hoje, quatro anos depois, continuam a ser um dos casais mais sorridentes e descontraídos.

Há quatro anos atrás eram participantes de um reality show e milhões de telespectadores testemunharam o início do vosso amor. Que desafios tiveram de ultrapassar, por não terem a privacidade necessária a uma relação amorosa?

P: Foi uma espécie de regresso aos 15 anos, porque tive mesmo de conhecer bem a pessoa e de falar sobre tudo, mas só concretizámos o ato passados dois meses. O maior desafio foi dar a conhecer os meus sentimentos e querer falar sobre tudo com a Kelly, pois queremos falar de coisas que só se falam em privado.

K: A falta de privacidade fez com que o amor e o respeito que sentíamos um pelo outro aumentassem. Durante três meses namorámos como se fossemos dois adolescentes. Estávamos a conhecer-nos, sentíamos aquele “frio na barriga”…

Será que o facto de não terem liberdade suficiente durante o reality show para se conhecerem realmente alimentou a curiosidade que sentiam um pelo outro e garantiu a continuidade da relação, uma vez fora do programa?

P: A liberdade é um fator importante para que a relação possa “voar”, mas estar fechado numa casa 24h durante três meses também faz com que conheças muito bem a pessoa que está contigo. E realmente estamos sempre juntos, desde o acordar ao deitar, e isso mostrou que se conseguimos estar bem um com o outro fechados numa casa, então fora da casa tudo se tornará bem melhor.

K: Apesar de estar a participar num programa onde não tinha privacidade, eu já tinha a certeza de que estava apaixonada e que haveria uma continuação desse sentimento aqui fora.

Nessa altura, ambos afirmaram que não esperavam encontrar o amor. Por vezes, o inesperado é o que mais nos traz felicidade?

P: Sim, eu não fui para o programa com o intuito de conhecer o amor da minha vida, mas quando a sorte nos bate à porta temos de a deixar entrar para sermos felizes.

K: Foi um dos fatores. Acredito que o destino nos uniu e que tudo foi mais intenso e forte precisamente por não estarmos a fazer conta!

A Kelly trocou Curitiba por Portugal. Para além da família, do que sentes mais saudades?

K: A família está sempre em primeiro lugar, mas às vezes sinto falta dos costumes do meu país.

Adaptaste-te facilmente ao nosso país ou passaste por fases difíceis?

K: Portugal é um país maravilhoso para morar e muito parecido com a minha cidade, por isso adaptei-me facilmente. Existem momentos mais difíceis, em que sinto saudades de tudo e de todos, mas tenho a sorte de poder visitar a minha família todos os anos.

Pedro, caso a Kelly não ficasse em Portugal, morar em Curitiba seria uma possibilidade? Ou seria uma hipótese fora de questão?

P: Na realidade, vivemos em Portugal e no Brasil, apesar de passarmos a maior parte do tempo em Portugal. A Kelly vai a casa três meses por ano, no mínimo, e eu acompanho-a até porque disse que íamos viver no verão o ano todo (risos). Assim, depois do Natal rumo ao Brasil, que também é a minha casa.

Sempre foste visto como alguém bem-disposto, divertido e com uma energia inesgotável. A Kelly mudou algo em ti? O que trouxe de novo à tua vida?

P: Sim. Energia, diversão e qualidade de vida são as máximas da minha vida e a Kelly veio equilibrar tudo isso com o amor, a paz e o discernimento que lhe são característicos. Se juntarmos uma boa alimentação e exercício físico transformamo-nos num Power Couple.

O que mais vos atrai um no outro e que serve também para alimentarem diariamente a vossa relação?

P: O que mais me atrai na Kelly é a leveza e a calma com que me aquece o coração. A Kelly tem uma educação e valores muito acima do habitual, o que a torna num ser humano excelente. Depois, a aparência exterior, que também é perfeita e faz com que o combustível não acabe na nossa relação.

K: A maneira divertida do Pedro; o facto de ele gostar de praticar desporto; de ser uma pessoa muito otimista. Admiro-o cada vez mais, o que, consequentemente, aumenta o que sinto por ele.

Na vossa opinião, o que está na base do sucesso de uma relação amorosa?

P: Na nossa opinião, a comunicação é a base da relação, porque as coisas podem correr bem e tudo é muito bonito, mas se correrem menos bem tem de haver comunicação para que continue a ser perfeito.

K: Estar em sintonia e sermos cúmplices. Numa relação amorosa não pode faltar amor, respeito, admiração e companheirismo.

Enquanto casal, que sonhos gostariam de concretizar a curto e a longo prazo?

P: A curto prazo, gostaria de ter uma casa em frente à praia; a longo prazo, gostaria de ver os gémeos Guedes Baron a agitar tudo, no bom sentido.

K: Já fui mais materialista. Mas hoje sonho ter sempre muita saúde e disposição. Contribuir para uma família saudável, e viver em paz e harmonia.

O Pedro já tem uma filha, a Gabriela, pelo que já passou pelos desafios que a paternidade coloca. Mas para a Kelly será uma novidade. Que tipo de mãe achas que vais ser?

K: Se for como a minha mãe, serei um pitbull (risos) Estou a brincar! Tenho uma personalidade tranquila, acho que vou ser muito maleável, uma “coração mole”. Vou ter de aprender a ser dura com os meus filhos ou então deixo essa função com o pai (risos).

Qual é, na vossa opinião, o maior desafio da maternidade/paternidade?

P: O maior desafio é ter a sorte de os nossos filhos nascerem com saúde e perfeitinhos. Depois, é dar amor, carinho e educação para se tornarem excelentes seres humanos.

K: Acho que o maior desafio é sentir-me dividida e saber como gerir a logística de ter filhos em Portugal e/ou no Brasil.

Tanto a Kelly como o Pedro são de sorriso fácil. Para vocês, o que significa ser feliz?

P: Ser feliz é ter saúde e compreender o mundo à nossa volta.

K: Ser feliz é estar de bem com a vida.
É ter saúde, ter quem amar e ser amada.
É ter sonhos, fé e esperança.

Ambos adoram desporto e seguem um estilo de vida saudável. Estes são dois dos componentes para se sentirem bem exterior e interiormente?

P: Com toda a certeza! O exercício físico ajuda qualquer relação. Não só alivia o stress, como passamos tempo de qualidade com o nosso parceiro e ambos ficamos com energia para enfrentar os desafios diários.

K: Claro! Os hábitos saudáveis e o desporto aumentam a autoestima, sentimo-nos mais bem dispostos e com uma saúde fortalecida. É fundamental e indispensável no nosso dia a dia.

Poderiam descrever um treino vosso? Em que partes do corpo se focam mais e porquê?

P: Prefiro fazer surf e “correr” com o ginásio para fortalecer os músculos, porque treinar na natureza dá-me mais energia. O ginásio funciona como fisioterapia para equilibrar o corpo.

K: Adoro fazer musculação e focar-me nas pernas, rabo e zona abdominal. Não dispenso o spinning e correr ao ar livre para perder peso. Depois, tonifico o corpo com exercícios específicos para cada membro. Mas para além do treino, também a alimentação é a base fundamental para um corpo saudável.

Kelly, qual é o grande objetivo do blogue Go by Kelly Baron?

K: É partilhar informações e inspirar as pessoas a manterem uma alimentação saudável sem sacrifícios. Escrevo também sobre os meus alimentos favoritos e as suas funções. Todas as segundas-feiras faço um post com uma receita e às quartas dou dicas de alimentação, saúde, beleza e bem-estar.

A grande maioria dos brasileiros atribuem uma grande importância ao desporto e à aparência exterior. Achas que as mulheres e os homens portugueses ainda são um pouco preguiçosos ou já começaram a despertar para a prática de exercício físico?

K: Há quatro anos atrás, quando cheguei a Portugal, havia muito mais homens do que mulheres no ginásio. Hoje, as pessoas preocupam-se em manter o corpo saudável, e esta consciência observa-se em todas as idades. A informação sobre como ter uma alimentação saudável e a partilha de exercícios está por todo o lado, o que ajuda, influencia e incentiva as pessoas a deixarem os maus hábitos e a cuidarem mais do corpo.

Praticar desporto é mais do que o desejo de exibir um corpo atraente?

P: Praticar desporto é usar o corpo de maneira a que se sinta bem e confortável consigo mesmo. Ter um corpo atraente já depende muito dos objetivos de cada um, mas um dos resultados da prática desportiva é ficar com um corpo mais atraente fisicamente.

K: Sim. A atividade física traz-nos a sensação de prazer, combate o stress, a ansiedade e a depressão, e proporciona, cada vez mais, benefícios para a saúde mental e corporal.

Sentem curiosidade por alguma terapia alternativa, como Meditação ou Yoga?

P: Para mim, os alongamentos são uma parte vital do desenvolvimento e longevidade do corpo. Todos os dias faço treino de respiração e alongamento, trazendo mais harmonia e paz ao corpo e espírito.

K: Sim. Já tive a oportunidade de praticar as duas terapias alternativas e adorei. Gosto de colocar no YouTube vídeos de Meditação, principalmente quando quero relaxar ou quando não consigo dormir. Cuidar da mente é fundamental para que o resto do corpo esteja bem.

Que cuidados têm com a alimentação?
O que evitam mesmo comer, por saberem que é prejudicial à saúde?

P: A nossa alimentação é muito à base de legumes, fruta, água, proteína e às vezes um assado, tripas ou francesinha, porque também faz parte.

K: Tenho muito cuidado com a alimentação e evito frituras, embutidos, sódio, leite, refrigerantes, industrializados, fast-food e carnes vermelhas. É claro que a vida é feita de equilíbrio, por isso se tenho vontade de comer algo fora da minha dieta saudável – mesmo sabendo que não me faz bem – eu como, mas com moderação.

Acreditam que, para além de más escolhas alimentares e uma vida sedentária, também os pensamentos negativos interferem com a nossa saúde?

P: Acredito muito que o positivismo é a base de uma vida mais leve e saudável.

K: Sim. Sigo a Lei da Atração. O que pensamos, atraímos. Por isso, evito pensamentos negativos e afasto-me de pessoas assim. Agora, ser sedentário e ter maus hábitos alimentares é a escolha de cada um. Acredito que ainda falta informação a muitas famílias e gostaria de poder influenciar e ajudá-las de alguma forma.

Seguem algum lema de vida que gostassem de partilhar com os leitores?

P: Ter saúde, ser feliz e amar.

K: Sou movida pela fé. É preciso pensar sempre positivo em todas as circunstâncias. Agradecer todos os dias o dom da vida. Saúde, ser feliz e amar!