Uma retina artificial poderá substituir a retina real e fazer com que o sangue possa aí chegar. Uma nano-máquina ligará, então, um ponto exterior através do nervo ótico diretamente ao cérebro. As oportunidades são fenomenais.

Estamos a assistir ao nascimento de uma nova tecnologia que irá revolucionar a vida na Terra. Nesta nova fase da Humanidade,
o funcionamento interno do nosso corpo será totalmente concertado.

A constante ameaça de doenças, como o cancro, a osteoporose,
o AVC, entre outras, passará a pertencer ao passado, já que a Nanotecnologia fornece uma proteção nunca antes vista contra todas as doenças.
Assim, estas poderão ser evitadas antes mesmo de se transformarem em problemas.

No futuro será possível tomar um pequeno comprimido que permanecerá no organismo, libertando milhares de nano-robôs, milhões de vezes mais pequenos do que um glóbulo vermelho, a entrar e a sair das células para detetar mudanças e alertar-nos para eventuais perigos ao nível da célula. Faríamos as nossas atividades diárias sem darmos por nada, os nano-médicos estariam a proteger os nossos corpos de inimigos, por nós ainda invisíveis.

Daqui a 50 anos será possível entrar num consultório, tomar um comprimido ou receber uma injeção, ir para outra sala e ser mapeado por um instrumento não-invasivo similar a um raio X.

O médico poderá ler uma mensagem a avisar que está
a aproximar-se uma doença.

Receberá então um flash de luz para ativar a sua terapia, que já estará na injeção recebida ou na pílula engolida, e poderá regressar a casa. Ficará também com um aparelho no pulso, que irá informar se o tratamento estará a funcionar.

Há uma série de possibilidades médicas maravilhosas a chegar num futuro não muito longínquo. Vamos demorar anos, talvez décadas, até desenvolvermos este tipo de tecnologia acessível a todos.

Mas é certo que irá mudar o mundo à nossa volta; terá um impacto tão grande ou ainda maior que a Revolução Industrial. E, caso não seja para nós, os nossos filhos poderão certamente beneficiar de tudo o que esta tecnologia fantástica terá para oferecer.

A nano-ciência poderá ter a resposta para a juventude eterna, já que o nosso corpo nunca estará doente
e as nossas células estarão sempre protegidas. Daqui a cinco ou dez anos, coisas que não podemos fazer hoje estarão ao nosso alcance, graças à exploração científica do interior
do corpo.

A Ficção Científica tornar-se-á realidade e a vida, tal como
a conhecemos, mudará para sempre.

As pesquisas em nano-medicina são diretamente beneficiadas pelos avanços em Biologia Molecular e em nano-robótica. Atualmente, decorrem imensos estudos sobre os efeitos de nano-partículas e nano-robôs dentro do corpo humano.
Os especialistas acreditam que ao usar estas tecnologias conseguir-se-á detetar, diagnosticar e tratar todas as doenças. Neste processo, eles são inspirados pela Mãe Natureza.

A Natureza é o líder do mundo da nano-construção, a produzir o combustível da vida.

Como estamos cercados por nano-máquinas da Natureza, os cientistas acham inevitável a possibilidade de criação de nano-robôs feitos pelo homem, tendo como modelo a Natureza. Uma planta é um milagre da Biologia. Ela tem bilhões de células, proteínas, ADN e máquinas moleculares complexas, o que remete para a possibilidade de existirem máquinas moleculares.

Cientistas conseguem manipular os átomos num padrão cada vez mais complexo e já identificam e isolam átomos individuais – os blocos de construção da Natureza. Rapidamente iremos evoluir para criar mecanismos médicos sofisticados que irão funcionar no interior da nossa corrente sanguínea numa nano-escala.

Recentemente, cientistas realizaram pela primeira vez uma edição genética dentro de um corpo. Ou seja, alteraram permanentemente o ADN numa tentativa de cura de uma doença.

A equipa científica da Califórnia utilizou uma técnica que permitiu cortar e abrir o ADN, inserir um gene corretivo e fechar novamente o ADN.

São só os primeiros passos, mas a intenção dos investigadores é usar o método para tratar crianças antes de as lesões aparecerem.

Já no ano passado cientistas utilizaram a Crispr – uma técnica que funciona de modo semelhante a um editor de texto ou a uma tesoura molecular – para alterar genes defeituosos em embriões humanos.

No editor de texto,
o autor pode cortar as partes que não servem e substitui-las por outras.
Na Crispr,
as partes doentes do genoma podem ser cortadas
e substituídas por trechos de ADN saudável.

Os chineses foram os primeiros a utilizar a técnica de edição genética Crispr em seres humanos. Porém, não em embriões. Mas sim numa pessoa portadora de cancro de pulmão. Também foi utilizada para eliminar o vírus do VIH, causador de sida.

A edição do ADN e outras tecnologias revolucionárias em vias de desenvolvimento podem mudar a nossa espécie. Muitos questionam-se se os seres humanos deveriam controlar a própria genética e reescrever o ADN para as gerações futuras.