No passado dia 27 de Abril foram canonizados João XXIII e João Paulo II, respectivamente 261º e 265º Papas da Igreja Católica, acrescentando-se assim à lista de 76 Papas que ao longo dos séculos receberam a mesma distinção. Segundo a análise numerológica kármica ambos traziam karma para resgatar, o que não foi impeditivo de que criassem um lugar na galeria de seres iluminados.

 

Na verdade, o facto de se trazer resgates kármicos para realizar, situação muito comum na humanidade actual, não implica que a vida seja infeliz nem tão pouco que ela não seja produtiva. Temos basicamente dois caminhos à nossa escolha: um, é o resgate kármico propriamente dito, ou seja, passar por situações que reponham os desequilíbrios gerados por acções em vidas passadas; outro é a transmutação kármica, ou seja, passar o resgate kármico para algo de nível superior, como por exemplo trazer um karma de egoísmo e dedicar a vida a obras humanitárias.

Analisemos então as datas de nascimento de ambos os Papas:

João XXIII

25/11/1881 = 27 = 9

7    2    9

7-2 = 5

9-7 = 2

5-2 = 3

9-2 = 7

Karma Acumulado: 17

(Karma de Poder)

 João Paulo II

18/5/1920 = 26 = 8

9  5    3

9-5 = 4

9-3 = 6

6-4 = 2

5-3 = 2

Karma Acumulado: 14

(Karma de Revolta)

O dia de nascimento de João XXIII mostra-o como uma pessoa intuitiva que gostava de colaborar e era sensível às necessidades alheias, curioso, aventureiro e com desejos de liberdade. O Número de Vida (9) mostra que o seu propósito existencial passava por desenvolver trabalhos humanitários e contribuir para o bem da Humanidade. De vidas passadas trazia contudo desejos de poder, o qual não terá exercido da melhor forma, pois teve relacionamentos difíceis e pode mesmo ter estado preso ou ter tido mortes violentas. Quem traz este Karma de Poder traz consigo um padrão de procura de mandar e um resgate kármico comum nestas situações é a perda de poder em situações que podem ser humilhantes e inesperadas. Contudo, é possível evitar estas vivências se for possível transmutar o karma em algo de nível superior e na verdade João XXIII tê-lo-á conseguido quando abriu a Igreja ao Ecumenismo, ou seja, à busca da união. Assim, ele procurou e incentivou a aproximação entre as várias linhas dentro do cristianismo, bem como com outras religiões fora deste âmbito. Esta aproximação ecuménica é claramente anti-poder, pois ele defendeu que não existia um poder maior dentro da religião e que nenhuma linha era superior às outras. Desta forma, João XXIII terá transmutado o seu karma, abrindo caminho para a aproximação entre as pessoas, diluindo-se assim as suas diferenças.

Quanto a João Paulo II, ele era um homem de acção, sendo este o seu propósito de vida (Número de Vida8), bem demonstrado pelas suas visitas a 129 países durante o seu pontificado. O dia de nascimento confirma esta energia, mostrando-o com iniciativa e independência de acção.

 

Padrões Kármicas

Os seus padrões kármicos mostram revolta e terá tido vidas nas quais esteve limitado por regras ditadas por poderes mais fortes, tendo sido obrigado a cumprir deveres com os quais não concordava mas que não conseguiu contestar. A revolta é uma energia inútil e não produtiva, que apenas nos consome e nada constrói, por isso quem traz estes padrões kármicos é normalmente confrontado com situações que terá de aceitar para que possa evoluir e crescer, já que a não-aceitação revoltada nos fecha no nosso casulo de raivas e zangas.

João Paulo II abriu-se ao mundo como figura itinerante que foi, intervindo sem medo em situações como no apoio ao movimento Solidariedade na sua Polónia natal que se opôs ao domínio da ainda União Soviética, na tentativa de levar o ditador chileno Pinochet a abrir-se à democracia, na chamada de atenção pública da pobreza em que o também ditador Jean-Claude Duvalier mantinha o Haiti ou ainda nos encontros abertos com a oposição ao ditador do Paraguai que acabou por ser deposto pouco tempo depois.

E após estes dois exemplos de seres que conseguiram transmutar os seus karmas, deixo-lhe com uma frase de cada um deles.

 

«Consulte não os seus medos, mas as suas esperanças e sonhos. Pense não sobre as suas frustrações, mas sobre o seu potencial não usado. Preocupe-se não com o que tentou e falhou, mas com aquilo que ainda é possível fazer.»

João XXIII

 

«A guerra é sempre uma derrota da humanidade.»

João Paulo II