O leitor sabe de onde surgem os seus comportamentos? Como é que toma as suas decisões e com base em que é que faz as suas escolhas? De onde é que elas vêm? Não é fácil entender, pois não?

comportamento humano é produto de um fluxo constante de perceções, sentimentos
e pensamentos, tanto no plano consciente como no inconsciente. A ideia de que muitas vezes não estamos cientes da causa de boa parte do nosso comportamento pode ser difícil de aceitar e até pode assustar. Mas antes de ficar preocupado desnecessariamente, deixe-me partilhar consigo a minha experiência, talvez o inspire a descobrir caminhos que estão ao seu alcance, mesmo dentro de si. Não sou especialista em Tarot, mas há já alguns anos que aprendi a respeitar esta ferramenta maravilhosa. Como tive a sorte de descobrir os benefícios espetaculares desse método de análise de personalidade, orientação e desenvolvimento pessoal, quero partilhar o meu vivenciado com todos os que pretendam tomar as decisões certas na vida, como também evitar ou aliviar a dor,
a angústia, o tormento, a perda, optando por rumos que levam à harmonia e paz, felicidade e sucesso em qualquer área e domínio das suas vidas: amor, trabalho, finanças, família, relacionamentos, etc.

Aceder ao inconsciente

Infelizmente, muitos – e foi o meu caso durante muito tempo – associam o Tarot
a um véu de mistérios, incredulidade, desconhecimento e ignorância e é fulcral perceber que de facto o Tarot revela as grandes tendências que se estão a manifestar na vida de uma pessoa. O Tarot convida à autoanálise e, consequentemente, à revisão de valores e posturas adotadas, despertando-nos para agir.

Funciona como uma eficaz ferramenta de acesso ao inconsciente e, em vez de previsões, o foco está nos esclarecimentos – algo mais pertinente ao desenvolvimento pessoal, ao autoconhecimento e à comunicação connosco próprios. Tal como explicam os especialistas, a consulta transforma-se num exercício de ampliação da consciência com base em símbolos, mitos e dinâmicas psíquicas reveladas a partir de cartas.

O psiquiatra suíço, Carl Gustav Jung, criador da Psicologia Analítica, estudou atentamente a participação da mística no funcionamento da psique para chegar à conclusão de que o Tarot é um dos espelhos do pensamento inconsciente. Os arquétipos não são literais, são mensagens do inconsciente. Cada uma das cartas de Tarot é uma mensagem da mente universal. Temos de aprender com esta parte misteriosa da mente, que é o nosso inconsciente e os símbolos que nos ajudam nisso.

Desde Einstein, que a Física Quântica aponta para a comprovação das hipóteses a partir do estudo da energia como condutora de informação. No meu entendimento, ao tirar uma certa carta com a nossa própria energia, faz-se uma conexão com o Eu Superior, o nosso inconsciente, que por sua vez está ligado
à Energia Universal.

Tento explicá-lo o melhor que consigo, apesar de não poder comprovar o fenómeno de uma maneira palpável. Certo é que há já algum tempo que desisti de procurar explicações absolutas, pois acho que não existem. Aprendi a respeitar a Energia Universal,
o Mistério, tudo o que não compreendemos e que acontece, e pelo qual não temos os instrumentos mentais, sensoriais e científicos para o compreender de uma maneira racional e lógica.

Para que serve?

A prática é ancestral e tem origem incerta. Acredita-se que surgiu a partir de observações de fenómenos naturais e da correlação destes mesmos acontecimentos com factos da vida quotidiana.

O Tarot tem a função de desvendar o que está oculto, escondido no mais profundo do nosso ser e os arcanos do Tarot contêm em si representações das forças e influências espirituais que atravessam as nossas vidas, podendo ajudar-nos a encontrar os bons rumos e facilitar-nos as escolhas que levam aos nossos desejos. O instrumento da análise que será feita pelo terapeuta é um baralho de cartas constituído por 22 arcanos maiores profundamente simbólicos e 56 arcanos menores, igualmente portadores de mensagens.

Tarot significa caminho. Orienta a nossa vida, permitindo uma adequação dos nossos anseios às possibilidades reais. Face às indicações obtidas numa consulta, cada pessoa saberá que passos dar e se os quer dar, pois no Tarot impera o livre-arbítrio. Por isso, o Tarot torna as pessoas mais seguras dos seus objetivos e jamais dependentes.
É uma ferramenta de autoconhecimento, capaz de mostrar o que se passa no inconsciente, favorecendo o autoconhecimento
e a reagir em consequência.

Esse método é utilizado pelas pessoas não para obter respostas milagrosas que vão resolver a sua vida de uma vez por todas, mas como auxílio para tomar decisões e esclarecer questões de vida, das mais úteis às mais decisivas. O Tarot é uma porta para o inconsciente
e as cartas geram uma interpretação para as pessoas e os acontecimentos, dentro de um contexto para que tomem melhores e mais conscientes decisões.

O que queremos saber Vs. O que precisamos de saber

Atualmente, o Tarot é usado a partir de duas visões radicalmente diferentes e excludentes que são a divinatória ou futurológica, e a de autoconhecimento. Neste sentido, o Tarot Terapêutico, utilizado pela nossa consultora Susana Camba no espaço Zenelly, tem como objetivo sintonizar o indivíduo com a sua essência e ajudar a resolver bloqueios, medos e padrões de comportamento que dificultam uma realização plena, impedindo-o de viver em harmonia e de ser feliz.

Para mim, uma sessão de Tarot Terapêutico não é algo diferente de uma consulta com um profissional de saúde ou Coaching, quando não estamos bem connosco próprios e já não sabemos para onde nos virar ou o que fazer para superar as dificuldades impostas pelo momento ou até aqueles bloqueios mais antigos que nos impedem de descansar e de encontrar a serenidade. Acho que não há melhor ferramenta, que seja mais fácil e confortável, ao alcance de todos, desde crianças até idosos e que não requer nenhum esforço da nossa parte para entender melhor quem somos de verdade.

Fico sempre fascinada com o poder do Tarot. Muito impressionada e até intrigada com a força desta ferramenta fantástica e o modo como nos ajuda a tomar a decisão certa, quando estamos com um dilema, dúvida, incerteza ou encruzamento de opções, desejos e possibilidades que dão cabo de nós. Mais do que isso, muitas vezes chega-se a uma consulta com questionamentos pré-formulados e, ao iniciar a consulta, uma nova problemática se apresenta e domina o atendimento. Já me aconteceu várias vezes ir a uma consulta para perceber melhor o rumo que havia de dar aos nossos projetos editoriais e, em vez de me debruçar sobre o que queria saber, debrucei-me sobre o que precisava de saber, o que não é a mesma coisa.

Tomar a melhor decisão possível

Há uns anos atrás estava muito preocupada com a minha mãe, que tinha cancro da mama para além de outros problemas com
o coração, e a operação – mastectomia total – foi-nos vivamente recomendada pelos especialistas, já que não podia fazer nem quimioterapia nem radioterapia. Só que a minha mãe não queria fazer a operação e eu, desorientada, estava efetivamente a ponderar obrigá-la a isso, pois não queria perdê-la já.

Consultei a Susana Camba, como já disse, para as nossas revistas, desconhecendo que o assunto da minha mãe iria surgir
e dominar toda a consulta, de maneira que nem consegui abordar outras questões.
E, embora a Susana não soubesse nada sobre a preocupação com a minha mãe, disse-me logo no primeiro minuto de consulta, e após ter tirado apenas duas cartas, que a minha mãe não estava bem, o que me deixou estupefacta. Como é que a Susana poderia saber dos meus tormentos com a minha mãe através das cartas, quando eu estava lá para falar de revistas?

Tirei cartas durante quase duas horas, as quais, explicadas com imensa sabedoria e conhecimento por parte da Susana, me levaram a acreditar que a minha mãe sabia pertinazmente bem o que quer e sobretudo o que não quer, sendo que o corpo era dela e a decisão de fazer ou não a operação também. Eu só tinha de lhe dar todo o meu amor e apoio, para que as coisas melhorassem bastante. Antes da consulta, o meu grande medo era tomar a decisão errada para o bem da minha mãe. Saí da consulta aliviada, pois já sabia o que fazer. As cartas conduziram-me aos insights que abriram a minha mente e guiaram o meu coração para vislumbrar a realidade e tomar a decisão certa, num momento de grande incerteza e de pesada responsabilidade para com a vida da minha mãe.

Ao receber a interpretação do terapeuta, ganhamos outra perspectiva, pois os sortilégios transformam-se em veículos interessantes no processo de conhecimento. E, efetivamente, a minha mãe melhorou de uma maneira inacreditável quando soube que não ia fazer uma operação que rejeitava com todo o seu ser. Ficarei eternamente grata à Susana Camba por me ter levado a compreender a situação e os desejos da minha mãe, e a tomar a melhor decisão, o que poderá ter-lhe salvado a vida naquela altura tão difícil e assustadora.

A lição que aprendi com o Tarot

Hoje sei que foi a decisão correta, pois ulteriormente fiquei a saber que o problema de coração era mais grave do que se pensava inicialmente e podia ter-lhe sido fatal durante a operação.

Esse é o principal benefício do Tarot: ampliar o conhecimento sobre o futuro próximo numa dada situação ou decisão, para que possamos tomar agora a melhor atitude pelo que nos preocupa, mas também entender
a verdadeira função dos outros na nossa vida e vice-versa, tornando-nos mais responsáveis pelo presente e mais sábios para as decisões a tomar rumo ao futuro.