O que deve assegurar quando anda à procura de uma casa nova para morar? Esta é uma das perguntas mais frequentes relacionadas com a temática feng shui.

 

Todos nós quando ansiamos por uma lufada de ar fresco ou quando esta mudança nos é imposta na procura de uma nova casa, já não nos bastam apenas os requisitos de ser bonita, acolhedora, ter bons acabamentos, bem localizada, em termos de acessos, do preço, como ainda alguns de nós se preocupam com as questões energéticas que a futura casa pode ter. Não confundir com o atualmente exigível, pela legislação em vigor, ‘Certificado Energético’. A nossa preocupação é outra, de outro domínio, de outras energias e deveras relevante, pois a nossa casa é uma extensão do nosso corpo e existe uma interrelação entre ambos. Ainda que não existam casas perfeitas, se pudermos assegurar determinados requisitos, tanto melhor. No entanto, afirmo que não devemos mudar de casa só por mudar, de ânimo leve, julgando que esta nos vá trazer soluções milagrosas, pois corremos o risco de atrair uma casa com as mesmas características energéticas da anterior. Isto porque todos nós temos o nosso caminho e o feng shui não é mágico.

 

Tome nota!

O feng shui dá-nos o suporte e o conhecimento para que a nossa vida seja harmoniosa e feliz e quando as alturas menos boas surgem, ele lá estará para que as mesmas não sejam tão más e as consigamos ultrapassar da melhor e mais rápida forma possível.

Se anda à procura de casa, se está nessa expectativa, deve, então, estar atento às seguintes questões:

  • Gostar da casa, senti-la, é fundamental. ‘Amar’ uma casa, significa amarmo-nos a nós próprios e identificarmo-nos com o nosso propósito e estilo de vida, que a casa convide aos nossos hábitos, aos nossos usos e até aos nossos defeitos;
  • O porquê de essa casa alvo estar no mercado – ainda que numa fase posterior o feng shui o possa ajudar, é de evitar casas por onde reinaram doenças sérias, divórcios e carências económicas extremas;
  • Acessos à casa – evitar ruas sem saída ou que a rua desemboque na casa;
  • Implantação da casa, em que os quatro animais celestes devem estar presentes (Tartaruga, Tigre, Dragão e Fénix). A Tartaruga, que representa proteção e diz respeito às empenas posteriores da nossa casa, deve ser elevada e pode ser demarcada por montes ou por prédios. O Tigre e o Dragão, também protetores, são pequenas elevações laterais que também podem ser montes ou casas ligeiramente mais baixas. A Fénix, corresponde à parte do alçado principal, da frente da casa, representa os nossos sonhos e objetivos, pelo que a vista das nossas janelas deve ser livre e desafogada;
  • Zona envolvente – ruídos, cemitérios, hospitais, má frequência, insegurança, antenas de telemóvel são de evitar;
  • Vizinhança e ambiente – são muito importantes as energias que os outros emanam, principalmente quando as portas de entrada ficam frente a frente, quando, como é habitual, os quartos e as outras divisões se localizarem em sobreposição;
  • A casa deve ter uma boa luminosidade, exposta a Sul se possível, com janelas e vãos generosos;
  • A planta da habitação deve ser o mais racional possível (quadrada ou retangular). Quanto mais disforme for a planta da sua futura casa, mais falhas de setores cardeais pode ter, o que equivale a que as áreas da vida correspondentes a esses setores cardeais possam vir a estar em desequilíbrio na sua vida;

Assegurar que as paredes onde vão ser colocadas as cabeceiras das camas não sejam as que as dividem de cozinhas ou casas-de-banho, da mesma forma que na vertical dos quartos de dormir não devem existir cozinhas, casas-de-banho, lareiras e fogões.

Boas mudanças!

Com estes requisitos assegurados já é um bom princípio, ainda que a ajuda profissional seja preciosa na decisão de como organizar a casa, dispor o mobiliário, selecionar as cores e os padrões mais adequados aos habitantes e seus objetivos de vida, que por sua vez dependem dos mapas energéticos de cada imóvel.

Por fim, resta-me acrescentar que estas informações são de carácter geral e que cada caso é um caso e cada casa é uma casa, que carece de uma análise mais personalizada e profissional.

E não esquecer: A casa é para ser vestida. E vivida!

Votos de boas mudanças!

 

Artigo publicado na Zen Energy Nº79 (edição de Agosto de 2015)