Diz-se frequentemente que todas as situações que experienciamos têm dois lados, um positivo e um negativo, e que o modo como iremos vivenciá-las depende unicamente da nossa interpretação. No caso da doença, é fácil concentrarmo-nos no lado negativo, pois sentimo-nos mal e preocupados, sofremos.

Mas, apesar do sofrimento, já ouvi muitas pessoas a falarem dos aspetos positivos das suas doenças. Dizem que lhes trouxe mais consciência, mais gratidão, mais sentido de vida, sensações mais fortes, mais amor e até uma vida melhor.

Sermos corajosos e assertivos para sairmos da nossa zona de conforto pode revelar-se muito benéfico a todos os níveis. Uma mudança radical e a exposição a situações novas podem criar a ocasião perfeita para uma vida mais consciente, mais intensa e equilibrada.

A mudança está em nós. Só que todos estão à espera que o outro mude primeiro. Esperamos que os políticos deixem de ser corruptos e incompetentes; as esposas esperam que os maridos sejam mais atenciosos; os professores esperam que os alunos sejam mais disciplinados e os alunos esperam que os professores sejam mais compreensivos; o patrão espera que os colaboradores sejam mais produtivos e os trabalhadores esperam ganhar mais.

Precisamos de confiar em nós mesmos como na estrutura da nossa sociedade e na solidez dos seus valores, se quisermos desfrutar de uma vida equilibrada e evitar transformar o nosso planeta num lugar inóspito, sem qualidade de vida e onde triunfaria a paranoia com medo de tudo e de todos, e sobretudo de nós mesmos e das nossas ações.

Já não precisamos que a mudança aconteça no mundo. Ela já bateu à nossa porta e parece querer instalar-se nas nossas vidas para sempre. Está na hora de acompanhar esta mudança através da transformação do nosso interior, dos nossos pensamentos, sentimentos e sensações, do nosso comportamento e hábitos.

Precisamos de despertar a força que todos temos e passar à ação!

Elisabeth Barnard

Diretora da Zen Energy