Já nas bancas uma nova edição do especial Reiki & Yoga com um Caderno Especial sobre Cancro.

De acordo com a Agência Internacional para a Investigação do Cancro, da Organização Mundial da Saúde, estão previstos, este ano, mais de 18 milhões de novos casos de cancro e 9,6 milhões de mortes em todo o mundo. Uma dura realidade sobre a qual é importante falar e alertar!

 

Cancro – a nova epidemia não contagiosa!

Quando, há 20 anos, uma amiga foi diagnosticada com cancro pela primeira vez fiquei de rastos e não queria acreditar. Ela sempre teve uma vida muito saudável e equilibrada. Não bebia, não fumava, não consumia alimentos que prejudicam a saúde e não tinha familiares com cancro.
Na altura, o padrão de tratamento era cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Ela fez tudo isto e durante 20 anos achou-se curada, pois dizem que os primeiros cinco anos são decisivos para uma reincidência.No entanto, o cancro atacou, novamente, no ano passado. Na mama, desta vez. Grau zero, felizmente. Muito pequeno. Apenas algumas células. Para meu espanto, apesar de terem passado 20 anos, o padrão de tratamento não mudou: cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Com muita relutância, após falar com os melhores especialistas da medicina convencional e alternativa, submeteu-se a tudo de novo, complementando com ozono terapia. Se fizesse tudo o que lhe foi recomendado por especialistas de terapias complementares, teria desembolsado, em média, 1500 euros mensais e, por isso, limitou-se a alguns tratamentos considerados imprescindíveis.
Em 2018, apesar de tantos avanços importantes no conhecimento da biologia do cancro, a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia continua a ser o procedimento padrão da maioria dos cancros, afirma o Prof. Dr. Lorenzo Cohen, da Universidade do Texas.
Até os especialistas das medicinas alternativas aconselharam este padrão de tratamento e só foi possível complementar com algumas terapias não-convencionais para aliviar os efeitos secundários dos químicos com os quais foi “bombardeada”.
Os especialistas admitem que, antes de 2003, abordava-se um fenómeno microscópico (as células cancerígenas) com um “martelo pneumático”.
Há uma semana, o cancro contra-atacou. Desta vez, escolheu a pele por baixo da unha do pé direito. Atenção, não são metástases. São cancros bem diferentes.
A história das terapias anticancro convencionais está repleta de casos onde se verificou que o tratamento foi muito mais devastador que a doença em si, sobretudo quando a doença estava em fase incipiente, de grau zero ou um.
Porém, houve alguns avanços importantes no tratamento do cancro e na compreensão dos fatores de risco e do modo como se pode prevenir que gostaríamos de abordar nesta nova edição da revista.
O advento das novas terapias dirigidas e da imunoterapia transformou o panorama do tratamento anticancro. O mundo da Medicina avança a bom ritmo para tratar o cancro a nível intercelular. Cada descoberta que nos leva a perceber melhor como é que os nossos genes respondem ao sinal de um cancro, deixa-nos mais perto de compreender como podemos prevenir o aparecimento da doença.Empolgantes provas científicas mostram que as modificações do estilo de vida influenciam direta e positivamente algumas das caraterísticas do cancro e os genes que controlam esses processos. A nossa compreensão do cancro está a mudar e novos processos biológicos são continuamente descobertos e explorados com opções de tratamento. Conheça alguns dos mais revolucionários.