Modifique os padrões de escolhas afetivas  e mude de vida!

É daquelas pessoas que têm sempre o mesmo tipo de parceiro(a)? Como se houvesse somente essa escolha disponível ou só atraísse pessoas semelhantes? Se sim, vamos refletir sobre esse fenómeno e descobrir as causas destes padrões relacionais.

Se olhar para trás, verifica que o seu historial de relações tem sempre fatores semelhantes no que concerne à escolha da pessoa? Possivelmente não se trata de acasos, mas sim de um padrão de escolha rígido.

Repetição de padrões familiares

Já reparou que possivelmente o tipo de companheiro(a) que teima em escolher para estar ao seu lado, tem muitas características semelhantes às dos seus pais, a um pai ou ao tipo de relação que os seus pais tinham?

Como verifica, muitas vezes, as escolhas afetivas parecem inconscientes, mas têm uma base real. E porquê? Porque o ambiente familiar no qual foi criado é a sua referência em termos afetivos. Embora, por vezes, este ambiente possa ser cheio de relações disfuncionais ou até abusivas, a pessoa tende a ter parceiros(as) iguais, porque este mesmo ambiente constitui a sua zona de conforto.

Por exemplo: pode acontecer que uma pessoa que tenha sido criada com violência doméstica parental, escolha pessoas também com essas características. Para ela, essa escolha faz sentido e, muitas vezes, nem se dá conta da semelhança com a família de origem.

Quais os fatores importantes na escolha contínua do parceiro(a)?

A tendência natural de cada pessoa é escolher companheiros(as) que ‘encaixem’ na sua personalidade e estilo de vida. Sendo que, logo à partida, há escolhas que nunca fará e outras escolhas que lhe parecem fluidas e óbvias.

Aqui, há diversos fatores a ter em conta, tais como:

• O padrão familiar de relações (como já foi referido);

• Os sentimentos que a outra pessoa lhe faz sentir, de acordo com as suas fragilidades (exemplo: proteção, alegria, atenção, etc.);

• O tipo ‘ideal’ de relação que idealizou e subsequentes escolhas do parceiro(a) com base nessa crença;

• O acreditar que consegue ‘mudar’ uma pessoa, em prol da relação;

• O pensar que ‘só merece’ este tipo de parceiros(as), porque não é suficientemente atraente.

Muitos outros fatores poderiam ser salientados, mas, no fundo, o importante é reforçar que a escolha contínua de companheiros(as) semelhantes, tem quase sempre por base, crenças erróneas, valores familiares, exemplos familiares e a autoestima.

Atrair determinado tipo de pessoas para a nossa vida

Muitas vezes, as características da pessoa que deseja ter, diferem muito do tipo de escolhas que tem feito. No fundo, está a atrair o tipo de pessoas que não quer ter na sua vida.

Este fenómeno, além de estar relacionado com o seu ambiente familiar, também tem uma relação direta com a sua autoestima.
Ou seja, o que pensa sobre si, irá atrair pessoas que tenham as mesmas características. O negativo atrai negativo e vice-versa.

Por exemplo: se pensar que não é uma pessoa interessante, e que somente o seu físico atrai, claramente irá atrair pessoas que somente valorizam o seu aspeto físico. E isto, apesar de querer pessoas que reforcem a sua inteligência e objetivos de vida.

Resumindo, tem o poder de fazer as escolhas afetivas corretas. Para tal, seja racional na escolha inicial e recuse todas as pessoas que não o(a) respeitarem.

Escolha parceiros(as) afetivos(as), disponíveis e com objetivos de vida e valores semelhantes.

Caso tenha exemplos familiares disfuncionais, faça escolhas que contrariem esse ambiente, embora possa ter dificuldades em ser neutro.

Quebre os padrões familiares, lute contra relações sem reciprocidade de afetos e escolha ser feliz!