Há mais pessoas obesas no mundo do que pessoas a morrer de fome

Estou farta de ouvir a palavra dieta em todo o lado. Estou farta de ouvir e ver os anúncios para emagrecimento a toda a hora, ao longo do dia, todos os dias. Estou farta das promessas enganadoras desta indústria fluorescente que lucra com a nossa aflição, com o nosso desgosto, com o nosso desespero, com a nossa fragilidade.

Pessoalmente, nunca fiz dieta na minha vida e o meu peso, apesar de ter tido 3 filhos, não mudou nem 1 kg. Ainda tenho 57 kg e 1,78 m, tal como quando tinha 18 anos e acredite, não fiz e não faço dietas. Então, como é possível? Será genético? Será graças ao squash que jogo 3 vezes por semana? Será que tenho mais sorte do que a maior parte das pessoas? Ou, então, será do meu metabolismo super-rápido? Ou, se calhar, terá a ver com o rigor e a disciplina que sempre me caracterizaram. Ou, ainda, a força de vontade…dupla2

Sim, a obesidade pode ter causas genéticas. Sim, há pessoas que engordam mais facilmente do que outras. Mas, o estilo de vida tem um peso ainda mais importante do que tudo o resto. E quer que lhe diga? A maior parte dos casos de obesidade não é genética. Temos de nos responsabilizar pelo tamanho das nossas cinturas.

Estamos a dar cabo da nossa saúde física e até mental e emocional e não temos consciência disso. Ou temos consciência e somos irresponsáveis. Pior, passamos a nossa irresponsabilidade aos nossos filhos, tal como os maus hábitos alimentares, os ‘pneuzinhos’ e as doenças. Sim, leu bem, as doenças. A alimentação da mãe durante a gravidez influenciará a saúde do bebé durante toda a sua vida. O risco que o bebé terá para diversas doenças começa com a alimentação que recebe durante o seu desenvolvimento intrauterino.

dupla4Nada é mais importante do que a comida: 80% das doenças de coração, 90% dos casos de diabetes e 70% de alguns tipos de cancro têm uma ligação com hábitos de vida e de alimentação, para não falar da obesidade que é o grande flagelo do séc. XXI.

É verdade que a indústria não nos facilita o trabalho, bem pelo contrário. No meio de tanta escolha no supermercado, de tantas dietas que se contradizem e de tantos estudos e pesquisas contraditórios, fica difícil entender o que devemos comer para ficarmos saudáveis.

Mas, de facto, hoje, o principal problema é que estamos a comer demais. E, atenção, dietas radicais e repentinas podem aumentar a tendência de engordar e não são a resposta aos problemas de peso da nossa sociedade.

Estamos a comer 230 calorias a mais do que comíamos na década de ’70. Para compensar, deveríamos gastar mais energia mas, em vez disso, tornamo-nos cada vez mais sedentários. E, à medida que envelhecemos, precisamos de menos comida, para realizar as mesmas atividades.dupla6

Estudos demostram que pessoas que engordaram entre 5 a 10 kg depois dos 20 anos, têm 3 vezes mais probabilidade de desenvolver doenças cardíacas, hipertensão, diabetes do que aquelas que engordaram só 2 kg ou menos.

Pessoas mais esclarecidas fazem escolhas mais acertadas e, por isso, empenhamo-nos bastante na realização de mais uma edição da nossa revista, a qual lhe poderá proporcionar todas as ferramentas necessárias para fazer escolhas alimentares e de estilo de vida, de acordo com as suas necessidades. Assim, poderá conseguir perceber o seu corpo, viver o momento presente de maneira agradável e cultivar o prazer e a alegria de experimentar os alimentos com toda a intensidade e o respeito que merecem.

Quero encomendar!

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