O stress agudo produz um alarme no sistema simpático que leva à produção de adrenalina pela medula suprarrenal. A adrenalina pode ser imunoestimulante ou imunodepressora. O stress crónico altera o eixo hipotálamo-hipófise, produzindo um estímulo no córtex suprarrenal que aumenta a produção de cortisol, um imunossupressor. O cortisol, cuja produção é aumentada em situações de stress crónico, tem ação direta no sistema imunitário. Aumenta a resposta das células Th3, que inibe a Th1 (frente a antigénios intracelulares, reações inflamatórias de doenças autoimunes e defesa contra cancros) e a Tha (frente a antigénios extracelulares, como ácaros, vírus, reações inflamatórias de doenças alérgicas) e aumenta o TGF-beta (fator de crescimento de tumores).
O perigo é vivermos em stress. Se temos um pico de stress,
o nosso sistema imunitário adapta-se. É muito simples
e lógico. Se há um alerta ou suspeita de ataque ao nosso corpo, o exército de defesa tem de se preparar. Os soldados incumbidos dos ataques massivos têm de estar atentos e prontos para o que der e vier. Quando o alerta é desfeito, tudo volta ao normal e a defesa pode descansar.
O problema começa se o sinal de alarme não desaparece, isto é, se vivermos permanentemente em stress.
Imagine que as várias forças que constituem a nossa defesa estão permanentemente em alerta. Há muito desgaste e cansaço, e quando for necessário atuar, a eficácia fica comprometida. Esta libertação contínua de cortisol, hormona produzida na suprarrenal em situações de stress crónico, aumenta a resposta Thg, ou seja, a que frena o nosso sistema imunitário, inibindo as respostas das células Th1 e Th2. Faz também aumentar o TGF-beta — fator de crescimento de tumores.

Vasconcelos, Alexandra (2019) Jovem e saudável em 21 dias. Manuscrito