A agitação diária, com todas as distrações inerentes à nossa vida, e o ritmo infernal que impomos a nós próprios torna a introspeção impossível e, ao mesmo tempo, faz-nos esquecer do essencial.

a era da tecnologia, onde quase tudo é possível num ápice, onde qualquer desejo fica à distância de um clique, as experiências transcendentais são frequentemente desprezadas. Este feito explica porque é que a maioria das pessoas se sente insatisfeita com a sua vida e muitos aspiram a algo diferente, sem saberem bem o que poderia ser.

Estudos científicos constatam hoje que a procura do sentido de vida se torna cada vez mais importante para as pessoas, sendo que muitos privilegiam uma experiência mais profunda e duradoura que possa responder às questões essenciais sobre a origem e o sentido da sua passagem na Terra.

O ser humano tem como necessidades essenciais trabalhar, aprender e sentir prazer, estar consciente do seu papel e ter a certeza do que o esforço realizado dá resultados.

O sentido está sempre relacionado com o empenho que colocamos em algo que esteja de acordo com a nossa vontade interior mais profunda e o nosso contributo para este algo, o qual transcende
a nossa compreensão.

O momento é quando se tenta descobrir, em si mesmo, as respostas corretas para todos os seus questionamentos e dúvidas. Trata-se de um verdadeiro mergulho em si mesmo, na sua essência, revelando o que de melhor tem e permitindo que este melhor se manifeste aqui e agora, de modo a ultrapassar o desafio que tem pela frente.

A nossa vida é um reflexo das nossas verdades interiores, daquilo que acreditamos ser e do que pensamos merecer. E isso passa necessariamente por estarmos disponíveis para ajudar os outros e amá-los. Para nos unirmos a algo maior que nós, temos de ter coragem para ultrapassar as dificuldades que surgem constantemente, as dúvidas que semeiam confusão e as situações que podem desencadear uma certa desordem interior.

Desde o nascimento que as mudanças fazem parte da nossa vida e subsistem durante toda a existência. Nem tudo é como preconizamos e como desejamos, e temos de ter a capacidade de mudar e de nos adaptarmos às situações que vão surgindo. Ter coragem para fazer escolhas e tomar decisões certas.

Uma percurso cheio de sentido pode satisfazer várias necessidades, como sentir que a nossa vida é preciosa e útil, ter um projeto diferente e superior que contribui para o bem-estar dos demais. Ter também a consciência de que  a nossa vida forma um Todo coerente e que fazemos parte de uma História Maior, e compreender quem somos e de onde viemos pode contribuir para a nossa Felicidade e Bem-Estar.

Em muitos momentos não conseguimos positivar situações diárias, rotineiras. Ao nos depararmos com situações que não são bem aceites, devemos antes de tudo tentar perceber e entender o porquê de acontecerem. Será que aquilo que pensamos que somos é o que realmente somos? Provavelmente, não! Somos muito mais fortes, sábios, inteligentes, saudáveis do que imaginamos. O que importa é estarmos bem com a nossa consciência e em sintonia com a nossa verdade interior, pois somos apenas responsáveis pelo nosso próprio caminho.

Temos de estar conscientes de que a vida vale a pena ser vivida, apesar de todos os desafios e períodos de crise, e que não devemos valorizar somente os bons momentos mas aprender a refletir sobre a tristeza, o sofrimento, o sentido da vida e o nosso lugar neste mundo.

Há uma altura, na nossa existência, em que não dá mais para adiar. Precisamos de concretizar os nossos projetos e entregarmo-nos só às coisas que realmente nos fazem bem, que nos impulsionam e motivam fortemente. Ao alcançar um sonho, temos de aprender a desapegarmo-nos das coisas que não têm valor, dos falsos amigos, dos sentimentos vãos, das emoções negativas e, porque não, das pessoas que não vibram da mesma maneira e não funcionam de acordo com a mesma onda que nós.

A Vida concede-nos independência para sermos capazes de construir a nossa História à nossa própria maneira, de acordo com as nossas ideias e ideais, e para planearmos o futuro com base na nossa vontade. A Felicidade é fugaz. Não é algo que se consegue depois de batalhar intensamente para continuar a vida toda, mas é uma consequência de pequenas coisas que realizamos durante o caminho e que nos fazem sentir realizados.

E, tal como eu fui inspirada por outros, a minha missão é inspirar as pessoas à minha volta, para que também elas possam inspirar o maior número possível de pessoas, de forma a que consigamos criar uma onda gigantesca de inspiração que nos alimente mentalmente, emocionalmente e espiritualmente, fomentando valores, sonhos, criatividade e ação.

É mais do que tempo de deixar de se sentir um mero pião e de se tornar o autor da própria história. E se não souber o que oferecer ao mundo, não tenha medo de descobrir os seus centros de interesse e desenvolver talentos, deixando-se guiar pela curiosidade. É uma nova atitude, um novo espírito, um novo cidadão, que se anuncia. E para citar o grande Augusto Cury, “ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.”

O futuro da raça humana depende de como todos nós pensamos e agimos.