A Síndrome de Burnout surge porque é exposto a altos níveis de carga que ultrapassam a capacidade do organismo de dar resposta. Como uma vela que, quando o seu pavio e cera chegam ao fim e a chama se apaga, na Síndrome de Burnout os recursos emocionais/psicológicos – e até físicos – são levados ao extremo “queimando” também.

Mas o que levará alguém a “queimar” todos os recursos emocionais
e psicológicos? A resposta a esta pergunta poderá ser muito vasta. Desde as características do local de trabalho à respetiva cultura empresarial, ao nível da função que se desempenha e às responsabilidades inerentes, entre outros fatores psicossociais profissionais que envolvem o contexto do local de trabalho. No entanto, os fatores internos e individuais podem ser a chave para a resposta a esta questão.


Crenças limitadoras
Quando está a desempenhar um papel profissional, inconscientemente está a dar resposta a que necessidade? À necessidade de segurança versus liberdade, amor versus reconhecimento, aprendizagem versus contribuição? Para dar resposta a estas necessidades pode usar formas que serão positivas ou inconscientemente destrutivas, sem se aperceber disso.
O que pode levá-lo a entrar neste processo destrutivo são pensamentos negativos aos quais chamamos crenças limitadoras e que atuam a um nível inconsciente, mas condicionam e desviam o seu comportamento, como por exemplo: “Tenho de fazer isto! Se não for eu mais ninguém fará bem! Tenho de mostrar que consigo! Se não fizer estarei a falhar!” Pegando num exemplo meramente demonstrativo, os dinamarqueses têm um índice de felicidade elevado, como demonstram alguns estudos, e têm – entre outras práticas – a organização do seu tempo em 8, 8, 8. Oito horas de trabalho, oito horas para lazer e outras tarefas, e oito horas para dormir. Tendo este exemplo como comparação, o que nos levará a ultrapassar em grande escala as oito horas laborais e permitir que o papel profissional tenha um peso tão elevado, que se sobrepõe aos restantes papéis da nossa vida?

Leia a continução deste artigo e outros deste tema na revista Especial Reiki & Yoga Pocket – SOS BURNOUT

Joana Araújo Lopes
Psicóloga, Psicoterapeuta e Coach
Clínica Rebalance
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