A edição de abril conta com entrevistas esclarecedoras e extremamente informativas. Se a terapeuta Claudia Both explica, de forma simples e clara, os benefícios da Terapia de Bowen, o médium de anjos e autor de vários livros publicados, Kyle Gray, partilha mensagens de amor e esperança dos anjos, abordando um tema que ainda não convenceu os mais céticos, e o psiquiatra Joaquim Cerejeira fala de um assunto delicado: o suicídio. Para além das entrevistas, apresentamos com artigos inspiradores e que contribuem para uma vida mais plena, consciente e harmoniosa. Por outro lado, falamos de hemorragia uterina anormal para assinalar o Dia Mundial da Saúde a 7 de abril, e de Parkinson para assinalar o Dia Mundial da Doença de Parkinson a 11 de abril.

Relaxe, você não controla nada

A Humanidade está cercada de mistérios e grandes enigmas, que alimentam a nossa sede de saber e descobrir. Todos sabemos, mesmo que nem sempre queiramos conscientizá-lo, que no Universo existem forças que, apesar de invisíveis, interagem constantemente connosco.

Universo é infinito, pois engloba o que sabemos que existe e, sobretudo, o que desconhecemos. A nossa perceção desta realidade é limitada pela mente. Mas não é por não vermos que não está presente, e não é por não sentirmos que não existe.

Sabia que nós e o que sentimos à nossa volta constitui apenas 4% daquilo que realmente existe? 23% representa matéria escura, a cola das galáxias, e os restantes 73% representam algo muito misterioso – a energia escura, a força que faz o Universo continuar a expandir-se.

Muitos seres humanos acreditam que só a observação visual
é realidade, e só o que pode ser tocado existe, esquecendo que o mundo não é feito apenas de coisas que podemos tocar, ver, ouvir ou sentir.
No dia-a-dia vivemos num Universo infinito, mas limitado pelo nosso próprio pensamento e, consequentemente, a nossa perceção da realidade resume-se ao poder de compreensão, raciocínio e lógica “imbatível”, relativamente ao que já conhecemos.

Sonhamos com uma vida tranquila, com menos stress
e azáfama, mais paz interior para estarmos serenos no meio da agitação permanente da nossa existência.

Atravessar a vida sem se preocupar inutilmente, sem dramas ou vitimizações, sem ressentimentos, sem ficarmos presos a sentimentos duvidosos ou confusos, mas – pelo contrário – reagindo às pequenas contrariedades da vida com humor e tolerância, e às provações e provocações da existência com calma, paciência e compaixão
é o segredo para uma vida feliz. Saber que tudo passa –
– o bem e o mal, e que nada é para sempre.

Começamos a querer coisas logo quando nascemos. Se não as recebemos, choramos. Mais tarde, em adultos, as coisas não são muito diferentes, apenas mais complicadas.

Queremos saúde, mais certezas, ser amados, viver para sempre ou, pelo menos, ficar eternamente jovens. Muitas vezes, queremos ser diferentes daquilo que pensamos ser: mais inteligentes, mais bonitos, mais ricos, mais populares, etc. Isto significa que não aceitamos
a situação em que nos encontramos, o que, obviamente, conduz a frustração e cria sofrimento.

O desejo de vida tão natural é, em simultâneo, o fator que despoleta o nosso maior medo: o medo da morte. Se durante a vida não conseguimos controlar quase nada, nem mesmo os nossos sentimentos, então a morte é aquela “coisinha” longínqua, chata, poderosa, que não queremos aceitar mas que não podemos evitar.

Parece paradoxal, mas conscientizar o feito de que na realidade não controlamos nada pode ser libertador. Porquê preocupar-se se os resultados dependem de coisas externas que não podemos controlar? A aceitação seria o único estado que nos permite compreender as experiências pelas quais passamos, sem sofrimento.

Quando aceitamos as várias situações em que navegamos durante a vida, ficamos mais confiantes, relaxados e equilibrados. Aceitar é ficar aberto às mudanças, rever meios de perceber e agir. A Aceitação é um presente que nos convida a refletir, é uma ferramenta poderosa para quem deseja estar bem na vida. Seria uma perda de tempo resistir, contestar e negar os acontecimentos da vida, a morte ou até o azar.

Na verdade, só podemos usufruir do que é mesmo para nós. O que é para ser nosso, será. Se não for, é porque não era para ser nosso. É o meu mantra mais poderoso e já me “salvou” em muitas situações difíceis. Aceitar e abraçar tudo o que a vida nos proporciona, coisas boas e menos boas,
é a chave da felicidade duradoura.

Muitos pensam que o destino está escrito nas estrelas. É verdade, parcialmente. Se por um lado podemos sofrer ao resistir às intempéries inevitáveis da vida, por outro lado todos temos as nossas opções em aberto, todos temos direito a escolhas individuais. Fazemos opções a todos os instantes. Optar não fazer nada ou sofrer por antecipação também são escolhas, conscientes ou inconscientes. Escolher aceitar algumas situações, em vez de dar luta mostra sabedoria, maturidade, discernimento.

Vivemos num mundo contraditório e para encontrar
o equilíbrio temos de conciliar aquilo que o Universo nos envia com tanta generosidade, seja bom ou mau. Mas para isso temos de encontrar uma nova energia interior que se poderá revelar mais forte do que jamais imaginou possível.

Todos já experienciámos momentos mágicos e felizes, um lampejo, centelha, sabor, atividade, sentimento que nos fez vislumbrar o que pode ser nosso, ou seja, uma existência intensa, divertida, surpreendente. Uma vida interessante, preenchida e com sentido.