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	<title>Revista Zen Energy &#187; Editoriais</title>
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		<title>A viagem vale mais do que o destino</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2015 10:22:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
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<p><strong>Há muito que o ser humano, e mais particularmente os psicólogos e cientistas, tentam descodificar o código da felicidade</strong>. Que grande conquista que seria para cada um de nós ter a fórmula mágica que fará a felicidade de todas as pessoas. Se se conseguisse desvendar o código da felicidade para todos, saberíamos, finalmente, a resposta a muitas perguntas incessantes e, para já, retóricas para a maior parte das pessoas: O dinheiro traz mesmo felicidade? A saúde perfeita é essencial para a felicidade? As pessoas com filhos são mais felizes do que as que não os têm? Ganhar a lotaria será o segredo da felicidade eterna? Boas perguntas, só que<strong> a felicidade para cada um de nós significa uma coisa diferente</strong>. Ou, até, muitas coisas diferentes, dependendo da altura da vida, do momento do dia ou do estado de espírito.</p>
<p>Há 2400 anos, Sócrates, que deambulava pelas ruas de Atenas, na Grécia, iniciou um debate que, hoje, é mais debatido do que nunca: o que é a felicidade? Como atingi-la? Até então as pessoas acreditavam que dependiam basicamente da boa vontade dos Deuses.</p>
<p>O grande avanço de Sócrates foi tornar a busca da felicidade uma tarefa da responsabilidade do ser humano e não do acaso. Mas, o ser humano esté enganado em relação ao que lhe traz a verdadeira felicidade. É a eterna questão do Ter e do Ser. Somos bombardeados a todo o momento com publicidade que nos incita a consumir cada vez mais.</p>
<p>Esta sede frenética de consumo impede-nos de perceber que não é o carro, a casa e os sapatos que nos vão dar paz de espírito. Podemos possuir tudo isto e muito mais e continuar a invejar os bens dos outros, e acreditar que não conseguiremos ser felizes enquanto não os tivermos. <strong>O mundo económico, social e de consumo está em ebulição e isto não é compatível com o nosso bem-estar.</strong></p>
<p>Mais ainda, sentimos a obrigação de mostrar felicidade de fachada para não nos sentirmos humilhados e diminuídos, já que não podemos possuir todos aqueles ‘objetos maravilhosos’ que desejamos tanto e que contribuem, a nosso ver, para o bem-estar dos felizardos que os conseguiram por serem mais merecedores.</p>
<p>Nos últimos dois séculos, a felicidade tem sido um dos principais parâmetros para conferir sentido à vida humana. Novas pesquisas, que já não são assim tão novas, por já terem alguns anos, mostram que não são as nossas conquistas, o nosso esforço, as nossas realizações que nos tornam felizes. É o oposto. É a felicidade que, em grande parte, determina as nossas conquistas. Especialistas afirmam que pessoas felizes têm mais capacidade de perseguir os seus objetivos e adquirir os meios de conquistá-los. Elas são também mais confiantes, otimistas, energéticas e sociáveis e estão mais preparadas para enfrentar situações difíceis. Que grande descoberta, não é? <strong>Os cientistas concluíram que é ótimo ser feliz</strong>. Como se ninguém desconfiasse. Mais interessante é o que eles dizem sobre como chegar lá. O que será? Ninguém fala dos sapatos para uma felicidade duradoura, embora possa ajudar a ter um pico de êxtase, só para nos deixar de seguida ainda mais desamparados.</p>
<p>Neste sentido, <strong>uma pesquisa dos psicólogos Philip Bruckman e Donald Campbell demonstrou que a felicidade obtida pelo bilhete premiado não dura mais que alguns meses</strong>. Mas, o mesmo ocorre para o lado negativo. Estudos com paraplégicos mostram que, no intervalo de poucos meses, eles relatam ter voltado a um nível de satisfação com a vida próximo ao que tinham antes de sofrer o acidente. Estas descobertas são o exemplo prático daquilo que é definido pelos psicólogos como adaptação – ou seja, <strong>os humanos têm essa capacidade surpreendente de se adaptar aos eventos bons e maus da vida</strong>.</p>
<p>Todos nós podemos ser felizes e infelizes e existem 1001 coisas que podem contribuir para a nossa felicidade ou tristeza sem que as possamos identificar logo à partida. Se a razão do nosso estado de espírito pode representar, muitas vezes, uma incógnita até para nós, há, no entanto, uma grande certeza que muitos evitam conscientizar:<strong> ninguém pode ajudar-nos senão nós próprios</strong>. «A felicidade é para quem se basta a si próprio», dizia Aristóteles e há aqui, claramente, uma componente fundamental que não pode faltar na receita da felicidade: o <strong>AMOR</strong> por tudo e todos e, certamente, por nós próprios.</p>
<p>Há outros parâmetros que devemos levar em consideração, que nos podem impedir de estar bem com nós mesmos, com a vida, com os outros, como viver através das expetativas dos outros, rotular, queixar-se, criticar, as crenças limitantes, o passado, a culpa, a necessidade de controlo, a vitimização, etc., a lista não tem fim.</p>
<p>Como já deve ter constatado, é dificil controlar tudo nas nossas vidas e no mundo e se conseguíssemos aprender a aceitar determinados factos acerca de nós próprios, das nossas famílias e amigos, da vida em geral, tal como aceitamos que o céu é azul, então, o nosso panorama mental seria muito melhor.</p>
<p>Temos que perceber que nem tudo tem de ser uma situação ideal ou da forma como queremos, quando queremos, todas as vezes que queremos. Temos que conscientizar que haverá sempre coisas que não podemos controlar e que inevitavelmente acabarão por acontecer, quer sejam positivas ou negativas. O controlo do mundo exterior é limitado, momentâneo e ilusório. Se deixarmos as circunstâncias exteriores determinar o nosso estado mental, então, é claro que vamos sofrer. No final, <strong>é a maneira como a nossa mente se relaciona com o mundo que determina se nos sentimos destroçados ou não</strong>, não obstante a situação ou a experiência que estamos a viver. E se conseguisse ser feliz sem motivo, só por estar vivo? Pense nisso, tem todo o ano de 2016.</p>
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		<title>A mudança está nas nossas células</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2015 11:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="3476" height="2868" src="/wp-content/uploads/2015/12/ThinkstockPhotos-495629425.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-495629425" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/mudanca-esta-nas-nossas-celulas/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Acabei de ler um livro escrito pelo cientista japonês Kazuo Murakami, chamado <em>O Código Divino da Vida,</em> que me deixou mais segura do que nunca, frente a uma sociedade sedenta de cura, à procura do bem-estar e do equilíbrio. Mas, essa sociedade é ainda muito cética e pouco convencida da incidência fulcral do pensamento positivo, do equilíbrio das emoções e da força do amor nas suas vidas e na prevenção, tratamento e cura das doenças.</p>
<p>Até há pouco considerava-se que as características genéticas transmitidas de uma geração a outra eram imutáveis e inevitáveis. <strong>Mas, estudos recentes feitos por vários cientistas têm mostrado que o ambiente e outros fatores externos mudam a maneira como funcionam os nossos genes. Neste sentido, mesmo a maneira como pensamos pode ativar os nossos genes benéficos adormecidos e desativar os negativos.</strong></p>
<p>Murakami garante que o pensamento positivo influencia e liga o gene positivo, enquanto o pensamento negativo influencia e liga o gene negativo e destrutivo. Nas suas pesquisas sobre a influência do riso sobre a ativação dos genes, constatou <strong>uma estreita relação entre o riso e a redução marcante dos níveis de açúcar no sangue em diabéticos após as refeições.</strong> Será que o nosso pensamento pode prevenir e, até, curar e rejuvenescer o nosso corpo? Todos os estudos nos últimos anos apontam para esta direção.</p>
<p>Somos todos constituídos não só pelo nosso corpo físico, mas também pelos nossos aspetos emocionais, mentais e espirituais. <strong>Sabemos que um trauma psicológico pode ativar um gene que faz com que o nosso cabelo ‘esbranquice’ de repente, um processo que, normalmente, precisaria de várias décadas. </strong></p>
<p>Imagine o que poderia acontecer se utilizássemos o mesmo gene, mas na direção positiva. <strong>Se o trauma é o efeito do choque mental negativo, o oposto, algo que nos deixe muito felizes, ativaria os genes positivos.</strong> Segundo li no livro de Murakami, os nossos genes trabalham todos os minutos, sem parar, e deveríamos focar-nos permanentemente num sentimento de alegria para termos a possibilidade de ligar os genes benéficos do nosso corpo. Como? <strong>Exercitando o pensamento positivo, sobretudo, nos períodos mais difíceis e de sofrimento.</strong></p>
<p>Diz-se frequentemente que todas as situações que experienciamos têm dois lados, um positivo e um negativo e que depende unicamente da nossa interpretação a maneira como vamos vivê-las. No caso da doença, é fácil de nos concentrarmos no lado negativo, pois estamos mal, estamos preocupados, sofremos. <strong>Mas, já ouvi muita gente, apesar do sofrimento, falar em aspetos muito positivos das suas doenças, que lhes trouxeram mais consciência, mais gratidão, mais sentido de vida, sensações mais fortes, mais amor e até uma vida melhor. </strong></p>
<p>Acho que isso se deve ao facto de que as situações difíceis ou limite são capazes de nos tirar da nossa zona de conforto, da nossa vida medíocre e confortável que, de facto, desprezamos e que nos aborrece e emburrece. Estas experiências ajudam-nos a compreender melhor a vida e a sermos mais tolerantes e compreensivos com ao sofrimento dos outros, podendo proporcionar mudanças positivas inesperadas.</p>
<p><strong>Sei, por experiência própria, que quando estamos num impasse, sermos corajosos e assertivos para sairmos da nossa zona de conforto pode revelar-se muito benéfico a todos os níveis.</strong> Uma mudança radical e a exposição a situações novas podem criar a ocasião perfeita para uma vida mais sentida, mais consciente, mais intensa e mais feliz. Uma mudança pode permitir-nos ver e experienciar outras coisas e pode tornar-se o início de uma nova vida. <strong>Estudos comprovam que a exposição a um ambiente diferente parece estimular os genes positivos e desbloquear o potencial das pessoas.</strong></p>
<p><strong>Mas, a grande transformação e mudança não é exterior, embora possa ajudar, ela é interior, como já há tanto tempo nos lembram os grandes deste mundo, como Sócrates, Jung, Ghandi, Frankl.</strong></p>
<p>Quer sejam mudanças na família, no campo social ou de saúde, na educação, na política ou na economia, apercebemo-nos de que todas as pessoas esperam que os sistemas se transformem para que possam ser mais felizes.</p>
<p>No final de todos os anos rezamos para que o ano seguinte seja melhor. As pessoas esperam por mudanças benéficas. As pessoas prometem: vou parar de fumar ou de beber, vou emagrecer, vou mudar de trabalho, que detesto, vou socializar mais, vou tratar melhor a minha família. <strong>Esperamos, assim, que o ano seguinte nos vá mostrar o lado bom das pessoas e que uma grande transformação vá acontecer a todos os níveis.</strong></p>
<p><strong>Todos esperamos que o outro mude</strong>. Esperamos que os políticos deixem de ser corruptos e incompetentes, as esposas esperam que os maridos sejam mais atenciosos, os professores esperam que os alunos sejam mais disciplinados e os alunos esperam que os professores sejam mais compreensivos, o patrão espera que os colaboradores sejam mais produtivos e os trabalhadores esperam ganhar mais.</p>
<p><strong>Parece que todos esperamos que as mudanças aconteçam no mundo, nos outros, nos sistemas, para que vivamos melhor e sejamos felizes. Esperamos por uma grande transformação planetária para que consigamos viver num mundo melhor.</strong></p>
<p>Tudo isto pode acontecer e podemos, desde já, realizar uma pequena mas, gigantesca, mudança, começando a transformarmo-nos a nós mesmos. <strong>Transformar o nosso interior, os nossos pensamentos, sentimentos e sensações e, porque não, até os nossos genes e os nossos, aproximadamente, 60 triliões de células. </strong></p>
<p><strong>Precisamos de despertar a força que todos temos em nós e depois passar à ação!</strong></p>
<p>Não sabe como? Continuando a ler as nossas revistas e a divulgá-las, pois a nossa esperança, no final do ano, é ter cada vez mais leitores.</p>
<p>Bom Natal!</p>
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		<title>Eu quero acreditar e você?</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2015 10:47:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="3788" height="3304" src="/wp-content/uploads/2015/11/ThinkstockPhotos-474945406.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-474945406" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/eu-quero-acreditar-e-voce/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Pensa que o mundo está cada vez pior? Não me admiro. Quando ouvimos e vemos as notícias temos esta impressão estranha que, apesar dos incontestáveis avanços tecnológicos e da real evolução da nossa sociedade em todas as áreas, as coisas estão cada vez mais longe daquilo que idealizávamos na nossa infância.</p>
<p>Não é nenhum segredo que os <em>media</em> nos inspiram, preponderantemente, de más notícias, de dramas, de fracassos, de erros que, infelizmente, pululam no nosso mundo e que alimentam as nossas almas e nutrem os nossos neurónios. Sim, <strong>os <em>media</em></strong><em>, </em><strong>para aumentarem as audiências, não param de escolher o que choca, escandaliza, preocupa ou, até, terrifica. </strong>É uma lei tácita da profissão: o progresso e os aviões que não se atrasem, não vendem. Toda a morte, toda a catástrofe, toda a desgraça aciona um sinal sonoro no nosso bolso, através do nosso telemóvel. <strong>Vivemos como que sob profusão permanente de notícias destiladas conscientemente para o potencial de violência que representam: crise, guerras, violência, doenças, desespero, depressão, desemprego, etc.<br />
</strong>No entanto, as coisas não estão tão mal como nos fazem acreditar e vários estudos contradizem a nossa perceção, muitas vezes palpável de que o nosso mundo se transformou numa selva.<br />
Por enquanto, estão longe os dias de crescimento contínuo, que conhecemos depois da Segunda Guerra Mundial e a maior parte dos economistas e especialistas na matéria prevê uma estagnação secular, ou seja, um abrandamento duradouro da economia mundial. Mas, parece que a posição pessimista deles é tão pouco justificada, hoje, como aquela otimista de há 15 anos, quando nos explicavam que no futuro não iríamos conhecer momentos de recessão.</p>
<p>A história e os factos mostram que tudo é cíclico e que as crises são sempre seguidas de retoma, tal como a vida é seguida pela morte que é seguida pela vida. <strong>Nada é para sempre, nem o bem nem o mal e isto é um facto</strong>. É verdade que as coisas nem sempre são aquilo que gostaríamos que fossem, nem a evolução acontece com a velocidade pretendida.<br />
<strong>Mas, comparando com o passado, a Humanidade não parou de evoluir de uma maneira incrível e até inesperada, embora nunca tenhamos estado tão críticos, tão descontentes com as nossas vidas, nunca nos tivéssemos sentido tão frustrados, tão injustiçados, tão violentados, tão incompreendidos como hoje, na era digital, quando tudo parece possível e quando temos mais ferramentas que nunca para uma vida feliz.</strong></p>
<p><strong> </strong>Pessoalmente, para ficar coerente comigo própria, apesar dos acontecimentos à nossa volta, preciso de fazer o ponto da situação de vez em quando e, desta vez, gostaria de o partilhar consigo para não corrermos o perigo de nos juntarmos à lamentação geral e continuarmos motivados, desvalorizando a voz pessimista ouvida em surdina em todo o lado.</p>
<p><strong>Sabia que?…</strong></p>
<p>O sentimento de insegurança está mais intenso do que nunca e, paradoxalmente, mais ainda do que nos tempos quando derramar sangue não espantava ninguém? No entanto, as violências assassinas e os atos brutais alcançaram os seus mínimos em algumas partes do mundo, como na Europa e no Japão, e baixaram visivelmente em todo o lado. E se, infelizmente, ainda há guerras mortíferas em vários lugares do nosso planeta com consequências desastrosas para todos nós, não podemos esquecer que até há pouco as guerras mundiais dizimavam populações inteiras.</p>
<p>O número de pessoas subnutridas no mundo diminuiu de 173 milhões, desde 1990, e que a pobreza recuou metade?<br />
Nunca houve tantas crianças escolarizadas no mundo?<br />
Nenhuma época na história da Humanidade conheceu uma aceleração de descobertas científicas tão significativas como no séc. XX e que aqui foi só o início?<br />
A agricultura semeia cada vez mais bio?<br />
Vivemos melhor e mais tempo e que em breve já não haverá uma idade para morrer?<br />
O cancro, tal como o VIH se tornarão uma doença crónica como outras num futuro próximo?</p>
<p>Bons hábitos alimentares, uma preocupação de todos, poderão reduzir doenças que matam hoje?<br />
A medicina <em>high tech</em>, as nanotecnologias, as tecnobiologias, a informática e as ciências cognitivas, ao trabalharem em sinergia, conseguirão fazer recuar e tratar doenças como o <em>Alzheimer</em>, a diabetes, a esclerose em placas, o cancro, a hipertensão, as doenças cardiovasculares, aperfeiçoar o corpo humano e, efetivamente, vencer a morte?<br />
A energia solar, as eolinas, a geotermia estarão em plena expansão e que, hoje, somos, não obstante, menos ‘energívoros’, menos poluidores?<br />
Já não há bastante água para todo a planeta e em 2050, seremos mais 3 mil milhões? Mas, que, felizmente, já há soluções viáveis a emergir?<br />
Os nossos valores estão na direção certa e que os valores humanistas evoluem através do mundo?<br />
A pena de morte está no caminho da abolição universal, sendo que 157 países já baniram a pena capital?</p>
<p>Em 2012, a percentagem de países democráticos no mundo era de 60%? Já em 1800 era só de 5%.<br />
Desde há pouco a escravidão é ilegal em todo o planeta. Um progresso considerável, mesmo que o mal ainda persista.<br />
As mulheres têm, hoje, o direito de estudar, de trabalhar, de gastar os seus salários, de votar, de abrir uma conta no banco, sem precisar do marido, do pai, do irmão? Acha banal? Há 50 anos não podia gerir os seus bens. Há 60 anos não podia votar. Há ainda um longo percurso pela frente, mas mesmo na Arábia Saudita, onde as mulheres disputam para poder conduzir um carro ou no Afeganistão, onde é passível apanhar 7 anos de prisão caso desobedeçam o seu marido, a consciência começa a acordar.<br />
O individualismo está em plena metamorfose e que a solidariedade bate recordes?<br />
A espiritualidade e a ecologia estão a aumentar?</p>
<p>Precisa de mais razões para começar a apreciar e louvar a sua vida?</p>
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		<title>Honestidade e competência – procuram-se!</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2015 09:19:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>«Vós e eu somos o problema e não o mundo, porque o mundo é a projeção de nós mesmos e para compreendê-lo precisamos de compreender ...</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="3383" height="2947" src="/wp-content/uploads/2015/09/ThinkstockPhotos-450604725.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-450604725" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/honestidade-e-competencia-procuram-se/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>«Vós e eu somos o problema e não o mundo, porque o mundo é a projeção de nós mesmos e para compreendê-lo precisamos de compreender a nós mesmos», Krishnamurti.</p>
<p><strong>Será que a incompetência e a desonestidade são uma das causas principais do nosso fracasso como indivíduo e como sociedade?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Parece que tudo o que nos irrita nos outros pode levar-nos a uma compreensão sobre nós mesmos.<strong> Mas, afinal, porque é tão importante o desenvolvimento pessoal, porque precisamos de nos conhecermos a nós próprios? </strong>Será que vale a pena tanto esforço apenas para conseguir algo como a paz de espírito que no olhar de muitos não tem muito valor? Não estamos satisfeitos com o mundo, nem com a vida que levamos e não sabemos o que fazer. Para a maioria, a vida continua sem graça, sem alegria, sem sentido e para muitos, francamente, miserável. Que desperdício… não acha?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando era criança, esperava que um dia pudesse vir a fazer a diferença no mundo… que tinha nascido com um objetivo nobre… Aliás, pensava que todos nós tínhamos um objetivo nobre, uma missão grandiosa a cumprir durante a nossa curta vida, um valioso contributo para a Humanidade.</strong></p>
<p>Mais tarde, quando aprendi no curso de anatomia como é que são concebidos os seres humanos, fiquei muito desiludida. <strong>Não podia aceitar que o meu nascimento, ‘que teria ocorrido por mero acaso’, não tivesse um sentido maior. Não queria acreditar que podia ter nascido, ou não, e o mundo não teria dado pela minha falta, tal como me parecia inconcebível que não notasse quando ia desaparecer.</strong> Que disparate, pensava eu, ter vivido sem deixar rasto… não pode ser!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso é que me esforcei por criar uma família numerosa, com três filhos educados, no respeito dos valores essenciais da Humanidade. Já é o primeiro passo, imaginava eu. Empenhei-me com todo o meu ser e toda a minha energia, força e coragem. <strong>Mas, sentia que isso não era a minha única missão, que faltava ainda muito para justificar a minha presença por cá… que podia contribuir para transformar o mundo num verdadeiro paraíso… torná-lo mais justo, mais humano, mais feliz.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Fiz tudo o que estava ao meu alcance para crescer, não só em termos biológicos, mas também, psicológicos e intelectuais, pensando que isso iria ajudar-me no meu inconfundível caminho predestinado. E, desde então, estou a tentar fazer a diferença e a procurar, de uma maneira incessante, esta resposta que me preocupa cada vez mais e que se arrisca a tornar-se numa verdadeira obsessão: <strong>o que espero de mim mesma? Foi um acaso ter nascido? E se não foi, o que é que posso fazer para não ficar de braços cruzados enquanto o nosso mundo explode?</strong></p>
<p>Entretanto, com a experiência de vida, a minha esperança desvaneceu bastante, tal como a minha fé e os meus sonhos de ajudar na criação de um futuro melhor para todos. Era só utopia? Inconsciência? Exagero? Falta de apreciação e de julgamento certos? Falta de desenvoltura? Loucura? Tudo junto?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como ajudar uma população que prefere gastar triliões em fumo, álcool, drogas, medicamentos e alimentos pouco saudáveis, entretenimento ‘estúpido’ e algum género de leitura inútil que distorce o nosso pensamento e nos torna ‘estúpidos’?</strong> Em relação a um povo que estraga de uma maneira consciente a sua saúde e destrói a Mãe Natureza que nos deveria proteger, abrigar e cuidar de nós, podemos vir a pensar que merece a sua sorte. <strong>A verdade é frequentemente incómoda e desagradável, mas é inútil fugirmos dela, pois apanha-nos sempre.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Em vez de investirmos em nós próprios, na educação das nossas crianças, na criação de um mundo acolhedor para todos, em vez de unirmos os nossos fabulosos recursos criativos de que dispomos para aliviar a dor e erradicar a pobreza, gastamos fortunas para contentar os poucos que dominam a nossa mente e manipulam a nossa alma. Com isso, <strong>perdemos a capacidade de reconhecer as nossas necessidades autênticas e, consequentemente, só podemos vaguear, perdidos no labirinto da vida, tal como <em>Hansel und Gretel</em> na floresta, no conto de Andersen.</strong></p>
<p>Li algures uma frase que anotei no meu caderno, mas cujo autor desconheço, pelo que peço desculpa, e que dizia assim: «O complexo de incapacidade, a falta de motivação, o medo, os sentimentos de culpa, o desânimo, o pessimismo, a baixa autoestima são os nossos piores inimigos. <strong>O nosso complexo de incapacidade provoca o medo de fracasso, este determina a nossa insegurança que, por sua vez, causa a nossa falta de motivação, a qual dá lugar aos nossos sentimentos de culpa, que nos conduzem ao desânimo, o qual dá lugar ao pessimismo, que por fim dá causa à diminuição da nossa autoestima, que por seu turno realimenta o nosso complexo de incapacidade e, dessa forma, desencadeia um novo ciclo que se repete indefinidamente.</strong> Esse círculo vicioso é a raiz das nossas maiores dificuldades em atingir a paz de espírito que referi no início».</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Compramos medicamentos para tratar os nossos sintomas, mas não pensamos descobrir as causas que, na maior parte do tempo, ficam desconhecidas. <strong>Apontamos o dedo, convencidos de que todos os outros são os culpados pela nossa desgraça, mas não fazemos nada para nos responsabilizarmos pelo nosso destino.</strong> Estamos numa permanente fuga da realidade, em conflito com a Natureza, com a vida e com nós mesmos. <strong>Queremos dominar o mundo, mas nem a nós próprios conseguimos dominar, nem entender… estamos à deriva. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Para aqueles poucos que ainda têm fé e esperança e que queiram viver com consciência e em harmonia consigo próprios e com o Universo, para fazer a diferença num mundo à beira do precipício, continuem a investir numa leitura de qualidade que vos ajude a conhecerem-se melhor. Só nós próprios podemos descobrir o que sentimos e porquê, quais são as nossas convicções, os nossos desejos e as nossas limitações, só nós mesmos conhecemos as nossas ilusões e desencantos, as nossas certezas e incertezas, os nossos amores e desamores. Basta procurá-los!</p>
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		<title>Os nossos pensamentos induzem o sucesso da nossa vida</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 09:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="3864" height="2579" src="/wp-content/uploads/2015/08/ThinkstockPhotos-453227581.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-453227581" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-ultima-parte/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Pensamos que somos demasiado ocupados, demasiado gordos, demasiado velhos, demasiado assustados e pouco merecedores como desculpa para não mudar o nosso comportamento e os nossos pensamentos que nos tornam infelizes. Temos a convicção íntima que nada podemos fazer, que não podemos mudar e que o nosso ADN é o que é e pronto…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No entanto, a nova biologia explica-nos que todas as nossas células fazem parte de um campo energético que pode ser afetado pelos nossos pensamentos. E há mais. Parece que o campo cria as partículas. Ou seja, <strong>as nossas crenças podem mudar os nossos genes. </strong></p>
<p><strong>Quando nos sentimos fracos e indefesos, falta-nos a força para afastar da nossa mente aquilo que não presta, os pensamentos derrotistas e negativistas e o medo toma possessão de nós e impede-nos de viver a vida que merecemos, que ambicionamos na nossa essência.</strong></p>
<p>Uma outra convicção bem enraizada é que não podemos libertar-nos da nossa educação, da nossa infância, pois achamos que fomos programados para sermos como somos e, basta. Contudo, cientistas afirmam cada vez mais convencidos que tudo o que foi programado e que não faz parte integrante de nós pode ser ‘desprogramado’. Não devemos ser a vítima daquilo que nos foi transmitido, certamente em boa-fé, pelos nossos pais, educadores, amigos, familiares. <strong>Podemos ser o nosso próprio remédio se conscientizarmos o facto que esse não se encontra no exterior.</strong></p>
<p>Sim, alterando a maneira de ver as coisas essas mudarão. Einstein já dizia há muitos anos que só um maluco pode pensar que fazendo as coisas da mesma maneira, vezes sem conta, poderá obter resultados diferentes.</p>
<p><strong>Todas as nossas ações começam com um pensamento, uma ideia, uma visão que se podem materializar, ou não.</strong> Para termos sucesso nas nossas relações, na nossa vida familiar, social e profissional e deixar de sofrer por antecipação é preciso fazer um balanço sobre os nossos desejos, mas sem se apegar a eles e <strong>concentrar-se nas nossas intenções e não naquilo que não funciona, torna-se imprescindível.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>As opiniões estão divididas entre os que acham que é preciso de ação, de tomar posição, de agir, de se mexer, de tentar tornar os desejos numa realidade a todo o custo, e os que acham que convém pensar e agir só em harmonia com a natureza</strong>. A verdade encontra-se no meio, pois especialistas de renome internacional do desenvolvimento pessoal, como Wayne Dyer, afirmam que <strong>é fulcral fazer o ponto sobre os nossos desejos mais queridos, mas sabendo quando abrir mão deles para entregá-los com fé e confiança ao Universo, à fonte inesgotável desta energia perfeita que nos enviará tudo aquilo que precisamos, sem ter que dar luta. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Wayne Dyer, que é também psicoterapeuta, acredita que basta ter fé na ideia de que tudo encontrará o seu devido lugar e isso já constituirá um pequeno sucesso no caminho da rendição ‘positiva’. Sim, compreendeu bem, positiva, porque desta maneira <strong>nos deixamos guiar pelos princípios maiores, universais e não simplesmente pelo nosso ego. </strong>O equilíbrio, a humildade, a flexibilidade, a doçura e a capacidade de mudar e de se adaptar são alguns ingredientes chave de uma vida mais sentida, mais pacífica, mais consciente e com isso, mais feliz e preenchida. <strong>Perdemos os nossos maus hábitos quando nos apercebemos do facto que a relação com a fonte, a união com esta energia universal é mais importante e mais forte que todas as outra relações</strong>: pais, companheiros, família, etc., afirma Wayne Dyer, autor de mais de 30 <em>best-sellers </em>internacionais e professor na Universidade St. John’s, em Nova Iorque.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parece que se conseguíssemos conectar-nos a esta Energia Superior, caminhando na Natureza, meditando, praticando yoga ou reiki, evoluiríamos intuitivamente para o nosso silêncio interior. O que quer isso dizer? Que rejeitaríamos o nosso ego, a nossa necessidade de controlar e assim os nossos hábitos deixariam de nos inibir. Acho que compreendeu que esta Fonte é nada mais, nada menos, do que o amor, pois o Universo contém esta Energia Toda-poderosa que cria a VIDA. Esteja à escuta desta Energia, tenha consciência que este poder se situa no seu interior, mas também no seu exterior, no caminho da União com a Fonte da Energia Universal e os seus pensamentos tornar-se-ão realidade.</p>
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		<title>Todos os caminhos vão dar ao&#8230; cancro  (Última parte)</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2015 11:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A boa saúde não é obra do acaso &#160; Estudos mostram que a maior parte das doenças têm algo em comum – a intoxicação do ...</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="3869" height="2579" src="/wp-content/uploads/2015/07/ThinkstockPhotos-481111698.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-481111698" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-boa-saude-nao-e-obra-acaso-ultima-parte/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><h3>A boa saúde não é obra do acaso</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Estudos mostram que a maior parte das doenças têm algo em comum – a intoxicação do organismo</strong>. E, no caso da roupa, não são prejudicadas só as pessoas que fabricam as peças e as que as vestem, pois, pelo caminho, ficam contaminados também os trabalhadores que manipulam os contentores cheios de roupa tóxica, os comerciais que as vendem, sem esquecer os que preparam as encomendas para a entrega às lojas. <strong>Ninguém escapa ileso. Fechados em contentores, os produtos tóxicos chegam nos portos europeus, tal como bombas ao retardamento. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Segundo os peritos da medicina de trabalho no porto de Hamburgo, 1 em 2 contentores com roupa provenientes da Ásia é contaminado por substâncias altamente perigosas à saúde. O perigo é tão palpável e presente que, para não ter que abrir e inspirar o gás tóxico que escaparia dos contentores na sua abertura, os controlos na alfândega são efetuados aleatoriamente, através de uma sonda, um género de <em>robot</em> introduzido no contentor bem fechado. <strong>Estudos efetuados no porto de Hamburgo demonstram que 70% dos trabalhadores queixam-se de dores diversas, que podem ser o resultado de envenenamento ligado aos produtos que manipulam.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Hoje em dia, há 13 milhões de contentores no mundo, 3 vezes mais que no ano de 2000. Na Europa, há perto de 1 milhão de contentores que transitam semanalmente.</p>
<p><strong>Sabia que 3 em 1000 recém-nascidos sofrem de uma malformação genital após a mãe ter sido exposta durante a gravidez a produtos químicos?</strong> São as conclusões publicadas recentemente na European Urology com base num estudo efetuado por dois cientistas do Hospital de Montpellier: Nicolas Kafta e Charles Sultan. Quando as bebés de sexo feminino foram expostas<em> in</em> útero aos produtos, como o distilbène, constataram-se malformações do útero e da vagina com consequências na vida adulta como a infertilidade e dificuldade em levar a gravidez ao termo.</p>
<p>Face a esta situação, o mundo começa a sair desta letargia mortal, a organizar-se e a tomar mais medidas de precaução, mas, no ano passado<strong>, Greenpeace afirma ter detetado substâncias químicas perigosas na roupa para crianças fabricadas pelas grandes marcas como Disney, Burberry ou Adidas. </strong>As crianças são um alvo ainda mais frágil e vulnerável devido ao tamanho pequeno, do metabolismo e do comportamento, preocupa-se a ONG. A questão é como produzir 70 -80 mil milhões de peças de roupa sem tóxicos? É sequer exequível?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Alguns, mais conscientes e responsáveis, viraram-se para o óbvio, ou seja, voltar ao natural: o algodão, de preferência, orgânico, seda, linho, mohair, cachemira, angora, etc.</strong> No entanto, na Índia, os campos de algodão bio ficam ao lado dos outros; sim, percebeu bem! Mas, o que ficará ainda de bio quando o campo vizinho está inundado de pesticidas? Sem falar do facto de que os colorantes do algodão bio são os mesmos que os utilizados nas <em>t-shirts</em> baratas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>É urgente uma ação para substituir produtos químicos perigosos por alternativas mais seguras, especialmente em roupa e outros produtos de consumo.</strong></p>
<p>Ainda não há estudos científicos concretos que digam com exatidão o que acontece após uma alta exposição a tóxicos, mas as associações internacionais, como a Greenpeace, alertam que pode causar um forte impacto na saúde de todos nós.</p>
<p>Pode acontecer a qualquer um, ninguém pode escapar. Pode ser uma daquelas pessoas que toma vitaminas, minerais e antioxidantes e que tenta levar uma vida saudável e, mesmo assim, a sua saúde não é aquilo que se pode esperar. <strong>Não é de estranhar se pensarmos que mesmo os alimentos que ingerimos e que achamos saudáveis estão contaminados com inúmeros poluentes tóxicos.</strong> No Reino unido, por exemplo, 37% das crianças, entre 1 a 3 anos, apresentam ingestão de poluentes acima do limite sugerido pelas autoridades governamentais e de saúde. <strong>Até a água pluvial europeia está, atualmente, tão contaminada com agrotóxicos dissolvidos que os níveis desses poluentes excedem os valores estipulados para água potável.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É de conscientizar que enquanto uma ou outra substância química isolada pode não representar um perigo para a nossa saúde, o efeito sinergético de vários químicos a interagir de uma maneira desconhecida, pode ter efeitos negativos, pouco previsíveis.</p>
<p><strong>A Greenpeace afirma num dos seus relatórios que cada pessoa na face da Terra estaria contaminada com, até 200 compostos sintéticos, e que ano após ano, novas substâncias são acrescentadas a essa mistura. Um efeito <em>cocktail</em> que poderia explicar a grande ascensão de alguns tipos de cancro e outras doenças.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Se, na maior parte dos casos nada se sabe sobre os efeitos a longo prazo de muitos desses poluentes, especialmente quando agem em combinação, os compostos que foram estudados com mais atenção, revelam estar associados a uma alarmante gama de doenças.</p>
<p>É possível nunca termos tido a certeza se esses poluentes estão, ou não, por detrás da tendência do aumento das doenças crónicas, do cancro, das doenças do sistema reprodutivo ou, ainda, do sistema nervoso, mas as evidências atualmente disponíveis não podem ser ignoradas.</p>
<p>Precisamos urgentemente de leis que nos protejam da exposição continuada a esses compostos, as autoridades do mundo inteiro têm que se mobilizar, tomando medidas urgentes e transparentes para diminuir e eliminar a libertação de substâncias químicas perigosas à nossa volta.</p>
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		<title>Todos os caminhos vão dar ao… cancro (Parte III)</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2015 10:08:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Vestuário – Made in Asia: chique, barato e… tóxico Na Europa, a utilização do nonylphenol é interdita desde 2003 na indústria têxtil. No entanto, com ...</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="2001" height="1501" src="/wp-content/uploads/2015/06/ThinkstockPhotos-153200154.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-153200154" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-parte-iii/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><h3>Vestuário – <em>Made in</em> Asia: chique, barato e… tóxico</h3>
<p>Na Europa, a utilização do nonylphenol é interdita desde 2003 na indústria têxtil. No entanto, com a internacionalização da fabricação da roupa e dos sapatos, em Bangladesh, na Índia, China, Vietnam, Filipinas, etc., <strong>já não há nenhuma segurança quanto à proveniência da roupa e implicitamente da utilização dos produtos tóxicos interditos na Europa.</strong></p>
<p>Na reportagem que vi na televisão belga, em Abril, mostraram crianças a trabalhar no Hazaribag, um distrito da capital Dhaka de Bangladesh, especializado em tinturas. <strong>Crianças entre os 10-14 anos trabalhavam numa atmosfera dantesca, com temperaturas acima dos 50ºC, saturada por emanações tóxicas, produzidas pelos produtos químicos utilizados na tintura das peças de roupa, cintos, sapatos, vestidos</strong> ulteriormente com muito orgulho, fé e confiança pelos milhões de ocidentais, muitos deles, crianças da mesma idade a serem escravizados na tinturaria. <strong>Por uns miseráveis 25€ por mês, as crianças trabalham 7 dias por semana em condições bem piores que os reclusos mais ferozes das prisões de alta segurança do mundo, descalços, sem escrúpulos, sem proteção, mergulhados no banho de mercúrio e outros produtos altamente mortíferos. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sabia que as calças, as <em>t-shirts</em>, os vestidos e os sapatos contêm um número angustiante de substâncias químicas perigosas para a nossa saúde?</p>
<p><strong>Algumas peças, se calhar não todas, mas quem sabe quais, como cintos, sacos e sapatos são ensopados de um produto muito cancerígeno que é o crómio 6.</strong> Hoje, a indústria têxtil e de sapatos utiliza milhares de produtos químicos e muitos provocam irritações, alergias ou prurido. Só os ingénuos, inconscientes ou ignorantes não se perguntariam do impacto real desses produtos para a nossa saúde e para o ambiente. Mas, não somos todos um pouco indiferentes e participantes ativos ou passivos a esta situação desastrosa?</p>
<p>As primeiras vítimas são, com certeza, as crianças que produzem estas peças de vestuário, que trabalham em condições tóxicas e que manipulam substâncias cancerígenas, sem proteção. <strong>Estas peças são perigosas para as pequenas mãos que as confecionam, mas também pelos pequenos seres, inofensivos, que as vestem e que são as nossas crianças que tanto amamos.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há já alguns anos que a China não consegue satisfazer a procura de pele. E é assim que Bangladesh se tornou num dos exportadores mais importantes de pele do mundo. Neste país, as regulamentações, a proteção do meio ambiente e dos trabalhadores são inexistentes. Ignorando completamente a toxicidade dos produtos que utilizam diariamente, os trabalhadores de Bangladesh manipulam-nos, na maior parte do tempo, mãos e pés nus, sem máscara de proteção.</p>
<p><strong>A lista dos produtos químicos perigosos para o homem e o ambiente utilizados na indústria têxtil e de pele é longa.</strong> Vai desde o sal de crómio, do qual o crómio 6, cancerígeno, se inalado e produzindo alergias no contacto com a pele, passando pelas substâncias orgânicas cloradas que atacam as vias respiratórias e acabando com o oxídio de etileno, que põe em perigo o património genético ou, ainda, os metais pesados, como o alumínio, o níquel, o chumbo, o mercúrio, os produtos com base em cianúria, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E há ainda pior: o que não é utilizado é queimado, misturado com ácido e acrescentado aos alimentos dos animais e dos peixes que acabam depois nos nossos pratos. <strong>Nestes países, as águas usadas, carregadas de produtos tóxicos são derramadas nas ruas, sem tratamento algum, poluindo pouco a pouco as cidades, os rios e as terras agrícolas à volta.</strong></p>
<p>80 Mil milhões de peças de roupa são fabricadas no mundo todos os anos. Para conferir-lhe propriedades chamativas (brilho, cor, doçura, facilidade de passar a ferro), <strong>os fabricantes utilizam moléculas químicas dos quais algumas são importantes perturbadores endocrinológicos e metais pesados. Estas moléculas envenenam os trabalhadores, os consumidores e espalham-se no meio ambiente, </strong>alerta a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Greenpeace e outros organismos internacionais há já muitos anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sabia que há roupas tóxicas que alteram a forma como as hormonas naturais atuam no corpo? <strong>As peças de vestuário são contaminadas com produtos químicos que, ao entrar em contacto com água, se fracionam e formam substâncias que alteram a forma como as hormonas naturais atuam no corpo humano.</strong></p>
<p>Greenpeace lançou há já vários anos uma campanha feroz para que o mundo da moda pare de usar produtos químicos tóxicos nas suas confeções, que vão desde a roupa íntima, aos calções, camisas, vestidos, enfim, tudo. Marcas, como Zara, Calvin Klein, Marks &amp; Spencer, comprometeram-se no seguimento desta campanha lançada pela Greenpeace, em 2012, no sentido de acabar até 2020, com o uso de substâncias tóxicas em tecidos. Mas, muitos países não aderiram à proibição destes tóxicos que assim continuam a ser disseminados através do mundo, pela água, pelo ar, pelos alimentos, etc. <strong>Em apenas 100 anos, o nosso organismo tornou-se um depósito de lixo tóxico e o próprio homem é o culpado.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continua, no próximo mês…</p>
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		<title>Todos os caminhos vão dar ao… cancro (Parte II)</title>
		<link>http://www.revistazen.pt/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-parte-ii/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2015 15:11:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Lembra-se, com certeza, do escândalo da carne de cavalo vendida como bovina de vaca pura, certo, desta vez, sem incidência direta na nossa saúde, se ...</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-parte-ii/">Todos os caminhos vão dar ao… cancro (Parte II)</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="/">Revista Zen Energy</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="2125" height="1416" src="/wp-content/uploads/2015/06/ThinkstockPhotos-475181930.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-475181930" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-parte-ii/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Lembra-se, com certeza, do escândalo da carne de cavalo vendida como bovina de vaca pura, certo, desta vez, sem incidência direta na nossa saúde, se não for na saúde cívica e deontológica, pois não passava de uma fraude à escala mundial. <strong>E deve ainda ter, certamente, presente na sua memória um outro mal que foi detetado no início dos anos 90, na Europa e que atingiu milhões de animais que podem ter adoecido por causa da ração – o escândalo da vaca louca que se transformou na doença do Kreuzfeld Jacob nos humanos e que assustou a Humanidade inteira.</strong> O fenómeno da ‘vaca louca’ ainda não totalmente explicado e confirmado pela ciência é, provavelmente, o caso mais espetacular e mediático de manifestação patológica, devido ao manejo agro-pecuário empregado, que choca frontalmente com a natureza do animal herbívoro ruminante. Isto é, usou-se proteína animal na fabricação de ração para bovinos. Essa farinha resultava da transformação industrial dos corpos de animais, usada depois nas rações para alimentar animais da mesma espécie. Assim, os animais afetados pela doença, eram reciclados para fazer mais farinha de carne e ossos para infetar mais animais, o que levou à epidemia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No nosso país, ao dirigir-se a um talho para comprar carne já picada para fazer um simples esparguete à bolonhesa, pensa, com certeza, comprar só carne. Errado.</strong> O estudo feito pela Deco Proteste no início do ano denuncia que <strong>a maioria dos comerciantes adiciona sulfitos, aditivos proibidos que mantêm o tom vivo da carne e são potencialmente perigosos para alérgicos a esta substância</strong>. Além de temperaturas de venda desadequadas, a higiene e a conservação falharam em todos os locais visitados pelos inspetores da Deco Proteste. <strong>Por isso, cuidado com a carne picada. Não deixe a escolha da carne em mãos alheias. Verifique a temperatura do expositor, as condições higiénicas do talho e do funcionário. </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>De todas as maneiras, a carne vermelha em excesso, diz a maior parte dos estudos, pode contribuir no aumento do risco de cancro. Mas, nem os outros alimentos apresentam-se melhor. <strong>O peixe está infestado com metais, os legumes e frutas têm químicos tóxicos. O vinho tinto, ora protege contra algumas doenças cardiovasculares por ser rico em flavonóides e resveratrol, tendo efeitos benéficos graças a ação dos antioxidantes no organismo, ora contribui ao aparecimento do cancro</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tem sido demonstrado que o álcool aumenta o risco de vários tipos de cancro, incluindo da mama. Se é bem verdade que o consumo em excesso de certos alimentos aumenta o risco de cancro, e que a ligação entre alimentação e o surgimento ou agravamento das doenças está cada dia mais evidente, há também cada vez mais estudos que provam que alguns alimentos podem melhorar a saúde. <strong>O problema surge quando os estudos indicam os mesmos alimentos como causadores de cancro e benéficos para a saúde.</strong> Sal, carne, café, ovos, vinho, &#8211; heróis ou vilões? Já não sabemos em quem confiar, não sabemos o que nos faz bem ou mal, estamos completamente perdidos, à mercê dos grandes industriais que nos manipulam, sem escrúpulos, da maneira que lhes convém. E isso não se aplica só à nossa alimentação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Dezenas de milhares de químicos industriais são empregados diariamente em produtos de consumo com avaliações duvidosas e inadequadas.</strong> A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que 2,8 milhões de pessoas morrem anualmente em consequência de doenças associadas ao sobrepeso. E outros 2,2 milhões morrem por intoxicação alimentar. No mundo, segundo a OMS, o número de obesos atinge 1,5 mil milhões. Na China, o índice de obesidade duplicou nos últimos 15 anos, na Índia, subiu 20%. É óbvio que a alimentação está no centro desse problema mundial. Mais ainda: <strong>a comida saborosa, suculenta, vendida pela publicidade no mundo inteiro é resultado, na maior parte do tempo, da aplicação de uma lista quase interminável de aditivos químicos que dão consistência aos alimentos, mas interferem no metabolismo, produzem aumento de cálculos renais, ação tóxica sobre o fígado e reações alérgicas.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há dados científicos que demonstram que a exposição pré-natal a certos químicos industriais está associada com fetos anormais, diminuição da inteligência, problemas comportamentais, infertilidade, maturação sexual anormal, disfunções metabólicas e cancro a se manifestar mais tarde na vida.</p>
<p>Estudos científicos sugerem que os disfuncionamentos endócrinos a que estamos expostos desde a fase uterina, podem afetar as gerações seguintes, pois podem ser herdadas por múltiplas gerações, até pelos netos dos nossos bisnetos.</p>
<p><strong>É um fato lamentável que estamos todos submersos numa sopa química, do ar que respirámos, da água que bebemos, da comida que comemos, dos produtos de consumo que usamos e, até, da roupa que vestimos</strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Recentemente, estive em Bruxelas e vi um programa na televisão que me assustou imenso. <strong>Sabia que no nosso armário pode habitar e esconder veneno?</strong> <strong>A nossa roupa e os sapatos vendidos pelas marcas muito conhecidas que tanto orgulho temos em vestir, contêm substâncias tóxicas, como o </strong><strong><em>nonylphenol polyethoxyles</em> (NPE), um produto altamente tóxico, que perturba o nosso sistema endocrinológico.</strong> A lavagem da roupa, antes de a vestir (pelo menos, duas vezes) permite a eliminação deste produto dos tecidos. O problema não desaparece, no entanto, porque o mesmo produto será reencontrado nas águas dos esgotos e depois nos nossos rios, a alimentar os peixes, as algas, as plantas, acabando desta maneira no nosso sistema digestivo.</p>
<p><strong>Foi demonstrado que nos ratos, o <em>nonylphenol</em> aumenta significativamente o risco de cancro da mama. Esse mesmo produto pode ser reencontrado em certos produtos de manutenção e de limpeza, nos champôs, nos pesticidas utilizadas pelos agricultores e nas embalagens, com uma possível contaminação da cadeia alimentar.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Continua, no próximo mês…</p>
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		<title>Todos os caminhos vão dar ao… cancro (Parte I)</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 10:39:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="4979" height="3216" src="/wp-content/uploads/2015/04/ThinkstockPhotos-462402247.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-462402247" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/todos-os-caminhos-vao-dar-ao-cancro-parte/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Já reparou que, hoje em dia, os nossos familiares, colegas de trabalho, vizinhos, amigos e inimigos já não têm uma simples gastrite ou úlcera, uma simples dor de cabeça ou de costas, uma gripe ou uma cistite, uma inflamação ou uma pneumonia, mas directamente cancro: da mama, do ovário, do cérebro, da próstata, do estômago, enfim, a lista é interminável. <strong>Estudos demonstram que num futuro próximo, mais de metade das pessoas terá cancro, pelo menos uma vez na vida, se as coisas não mudarem de uma maneira decisiva. E os mais velhos que escaparam ao cancro levam com o <em>Parkinson</em> ou ainda o <em>Alzheimer</em>. </strong>Nada animador para o futuro da nossa Humanidade.</p>
<p>Com esta constatação na cabeça e um aperto no estômago, sustentada e motivada pelas afirmações, declarações e as drásticas chamadas de atenção de várias associações, como a Greenpeace e a OMS (Organização Mundial da Saúde), há já algum tempo que comecei a pesquisar e a analisar esta situação inquietante, lendo material de especialidade, entrevistando especialistas na matéria, falando com os vários doentes <strong>para tentar compreender o porquê por detrás desta impressionante epidemia de cancro, em real crescimento nestes últimos 10 anos. </strong></p>
<p>O que descobri ultrapassa tudo o que tinha imaginado nos meus cenários mais sombrios e, por isso, quero partilhá-lo com todos, mesmo com os mais informados, pois é sempre útil alertar, desvendar e informar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A agricultura é praticada pela Humanidade há mais de 10 mil anos e o uso intensivo de agro-tóxicos começou após a segunda guerra mundial. É a partir desta altura e, sobretudo, nos últimos 20 anos, que o número de casos de cancro aumentou assustadoramente. Porque é que tudo começou depois da primeira guerra mundial? Pelo que compreendi, as indústrias químicas, fabricantes de venenos usados como armas químicas durante a guerra, encontraram na agricultura um novo mercado ‘dourado’ com a utilização de produtos químicos para o controlo de pragas e doenças nas culturas. <strong>Para poder eliminar as doenças e pragas são realizadas pulverizações para o organismo alvo, mas a planta e o solo ficam atingidos também e uma boa parte evapora para o ambiente.</strong></p>
<p>Desta maneira, o solo contaminado será levado pelas águas da chuva para rios e lagos, colocando em risco não só aquelas populações que vivem nesses sistemas, mas também as espécies que utilizam essa água para a sua sobrevivência, como os animais e o próprio Homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>São várias as consequências da perda dos agro-tóxicos para a atmosfera e pode destacar-se, entre eles, a diminuição e desaparecimento das abelhas, facto observado em vários pontos do mundo em todos os continentes.</strong> O declínio na população de abelhas tem efeitos devastadores para a segurança alimentar. Além disso, pode afectar o valor nutricional e a variedade dos nossos alimentos. As abelhas polinizam mais de 70 entre 100 culturas que fornecem 90% de alimentos do mundo<strong>. Entre frutas e vegetais estão, por exemplo, as maçãs, laranjas, morangos, cebolas, cenouras, etc.</strong></p>
<p><strong>Já o grande Albert Einstein dizia que se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida.</strong> As abelhas são indispensáveis à Humanidade. Sem abelhas não há polinização, e isso teria uma incidência catastrófica sobre as plantas e os animais, mas também sobre o Homem. <strong>Muitas espécies vegetais dependem da abelha para a sua reprodução.</strong> Assim, várias árvores frutíferas deixariam de existir, o que afectaria a alimentação de diversos animais e de toda a cadeia alimentar existente na Natureza, como um efeito dominó. <strong>Pesquisadores estimam que 1/3 dos alimentos que consumimos são directamente dependentes do papel das abelhas na Natureza.</strong></p>
<p>Cientistas de todos os continentes concordam que a intoxicação dos polinizadores: abelhas, aves, borboletas, por agro-tóxicos, representa uma grave ameaça, inclusive à sobrevivência do ser humano – caso nenhuma medida seja adoptada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A OMS alertou repetidamente para os riscos na saúde humana dos químicos presentes na maioria dos produtos industriais que temos em casa, os equipamentos electrónicos, produtos de higiene, cosméticos, questionando e incriminando veementemente até os aditivos e contaminantes encontrados em alimentos. <strong>Mas, é possível na era da tecnologia morrer envenenado, no silêncio mais total, na ignorância mais profunda e no assentimento geral? É!</strong></p>
<p>A indústria alimentar, altamente competitiva, precisa de baixar os custos de produção e de distribuição para poder fazer face à concorrência desenfreada. <strong>Cada vez mais refinados, processados, tratados e filtrados, estes produtos que consumimos de boa consciência adoecem-nos dia após dia.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Continua, no próximo mês…</p>
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		<title>«O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons», Martin Luther King</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 13:20:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Elisabeth Barnard]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoriais]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><img width="2122" height="1415" src="/wp-content/uploads/2015/03/ThinkstockPhotos-185594726.jpg" class="attachment-post-thumbnail wp-post-image" alt="ThinkstockPhotos-185594726" /></p><div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/o-que-preocupa-nao-e-o-grito-dos-maus-mas-o-silencio-dos-bons-martin-luther-king/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>Caro Leitor,</p>
<p>Diga-me a verdade! Está preocupado com o seu futuro? <strong>Sente-se impotente face aos eventos que levaram o seu país à beira do precipício, onde ainda se encontra?</strong> Se calhar é uma daquelas pessoas azaradas, desgraçadas, que perderam a casa, o emprego, e com isso, o seu destino e as suas últimas esperanças de um dia vir a melhorar a sua vida e a dos seus filhos. <strong>Sente-se sufocado pela injustiça na nossa sociedade? </strong>Desde a discriminação, a violência, a incompetência, a má-fé, a negligência, passando pela falta de moralidade, de ética, de civismo, de vergonha e acabando com a indiferença, a insensibilidade e o menosprezo alheio que afoga os sentimentos mais básico do seu Eu, desconstruindo a sua personalidade até sobrar nada mais que algo, apenas um algo, não alguém.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais ainda. Sente-se frustrado por perceber, enfim, que lutar sozinho, tal como Dom Quixote, não vai dar, e que <strong>chegou ao ponto de se perguntar então porque votou estes anos todos, anestesiado com a esperança que a escolha é sua e que tem o poder de mudar o destino do seu país e incidir assim de uma maneira decisiva na construção da sua vida?</strong></p>
<p>Tem vergonha por compreender de repente que lhe falta e sempre lhe faltou a coragem de pensar, de agir, de criticar, de analisar, de gritar em voz alta o seu desespero? A sua aflição? A sua desilusão? A sua passividade? <strong>Não quer aceitar a derrota? Não quer assumir a responsabilidade? Não sabe quem culpar? Não faz a mínima ideia para onde se voltar e em quem confiar? Não é o único!</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Conscientiza o facto que faz parte de um povo desinformado e desinteressado que baixou os braços por inércia face a um cenário desastroso no qual vamos todos passar ainda uns 10-15 anos terríveis de empobrecimento e de miséria?</p>
<p><strong>Pergunta-se, vezes sem conta, como é que permitiu, que Portugal chegasse a este ponto, sem se questionar, sem pesquisar, sem se alertar e sem fazer nada, andando anos e anos a fazer-se passar por parvo?</strong> Está cansado de tudo e de todos? Compreendo tão bem a sua imensa decepção consigo e com o mundo! Pois, afinal, a verdade é só uma: <strong>o estado do país e do mundo e a qualidade dos seus líderes é o reflexo directo do cidadão: das suas acções ou da falta delas.</strong> E a nossa sociedade só reflecte a nossa ignorância, a nossa cobardia, a nossa falta de implicação e a desresponsabilização total para beneficiar os que nos dominam e nos aprisionam a mente e a alma para nos tirarem tudo até a última esperança. Será?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Se calhar compreendeu recentemente que a culpa da crise é da corrupção e do lado podre da política, dos <em>lobies </em>internacionais, nacionais e locais, e dos políticos que temos em Portugal, sem competência, sem experiência, sem visão e sem patriotismo.</strong> Do facto de que ninguém se responsabilizou financeiramente, socialmente, eticamente e moralmente por nada. Do facto de que <strong>os culpados ficam sempre impunes, qualquer que seja a culpa deles: impostos gastos em roubos, corrupção, gestão criminosa, favores e incompetência, mentiras e promessas enganosas.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Pode ser que se tenha apercebido como nunca antes que os corruptos nos dominam, manipulam e saqueiam sem escrúpulos e com o acordo genuíno de todos nós, no consentimento geral, com a cumplicidade internacional. <strong>Somos roubados e enganados e os ladrões, não só estão soltos, ricos e a rir de nós, mas são eles que inventam as leis que lhes permitem empurrar o país para a ruina e o cidadão para o desespero.</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Há décadas que o colapso do país estava à vista, mas ninguém o assumiu para não ter o trabalho de o travar.</strong> Ninguém quis ver o desastre, portanto anunciado, criado pela corrupção, incompetência e o total desinteresse patriótico, cívico e moral dos governantes ávidos de poder e de mordomias. Tal como milhões de outros portugueses, deve ter percebido o facto de <strong>que toda a nossa desgraça é consequência dos abusos monstruosos dos irresponsáveis que nos desgovernaram durante décadas e que o aumento vertiginoso dos impostos nos últimos anos é devido à corrupção sem limites dos mesmos. </strong>Ficou em choque ao pensar que contribuiu de uma maneira passiva e inconsciente a este cenário sombrio, tornando-se cúmplice dos seus opressores? Como compreender o porquê deste desinteresse quase autista, dos portugueses, por assuntos tão vitais para a saúde do país e dos cidadãos <strong>que teve como resultado o empobrecimento do povo e o enriquecimento ilícito dos poderosos?</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Basta viajar pelo país para se aperceber que Portugal tem uma rede rodoviária a invejar. Mas, com que preço? <strong>Podemos viver esfomeados e sufocados em dívidas e impostos, mas temos as melhores autoestradas do mundo</strong>…Segundo a classificação do Fórum Económico Mundial, a qualidade das estradas nacionais, só é ultrapassada pela dos Emiratos Árabes Unidos. <strong>Sim, os governos, sobretudo o de Sócrates, fez crescer as obras públicas até um nível insustentável que pagamos agora todos com o preço das nossas vidas desgraçadas e emprisionadas.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Mas, não é de estranhar que haja tão pouca esperança que um dia Portugal seja uma terra de justiça, de igualdade e de dignidade humana comum povo que liga mais a <em>reality shows</em>, a telenovelas e ao futebol do que ao que é essencial, ou seja, viver uma vida com sentido para construir um país onde os políticos servem o povo e não se servem dele para enriquecer, num lugar mais livre e justo, numa sociedade mais solidária, num mundo mais tolerante e para todos.</strong></p>
<p>Não se deixe abater, enganar e manipular, não perca a sua esperança, acorde, leia, informe-se, lute.</p>
<div class="fcbk_share"><div class="fcbk_like"><fb:like href="/editoriais/o-que-preocupa-nao-e-o-grito-dos-maus-mas-o-silencio-dos-bons-martin-luther-king/" layout="button_count" width="450" show_faces="false" share="false"></fb:like></div></div><p>O post <a rel="nofollow" href="/editoriais/o-que-preocupa-nao-e-o-grito-dos-maus-mas-o-silencio-dos-bons-martin-luther-king/">«O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons», Martin Luther King</a> aparece primeiro no <a rel="nofollow" href="/">Revista Zen Energy</a>.</p>
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